Petrobras cai mais de 2% com declaração de Gabrielli

A queda de mais de 2% das ações de Petrobras na abertura do pregão ajudou a puxar para baixo o índice Bovespa, que atingiu a mínima de -0,65% (37.156 pontos). Os investidores reagiram mal à declaração do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, esta manhã. Ele disse que quando o Brasil atingir a auto-suficiência na produção de petróleo, a estatal não será obrigada a reajustar os preços conforme as oscilações do preço do petróleo no mercado externo. "Não seremos um grande exportador de petróleo, por isso não dependeremos dele para gerar divisas", afirmou. "Não precisamos nos ajustar às oscilações do petróleo no mercado internacional", acrescentou Gabrielli, durante seminário realizado em Brasília. Na avaliação dos investidores, essa notícia é ruim porque significa que a Petrobras vai operar descasada do mercado internacional e pode ter perdas em relação aos seus pares mundiais. "O mercado está interpretando que a defasagem de preço da gasolina em relação ao exterior pode aumentar", disse o analista da Corretora Ágora Senior, Luiz Otávio Broad. Na prática, a política da empresa hoje é de não acompanhar a volatilidade dos preços do mercado internacional. Na semana passada, cálculos feitos pela RC Consultores, apontavam que a defasagem entre os preços da gasolina nos mercados doméstico e internacional estava entre 5% e 8%. Às 12 horas, a queda das ações de Petrobras havia desacelerado. A PN cedia 1,10% e a ON caía 1,21%. Petrobras PN era o papel mais negociado, com R$ 162,5 milhões, ante R$ 23,8 milhões do segundo colocado, Vale PNA. O Ibovespa, às 12h07, revertia o sinal de baixa e voltava a registrar alta de 0,59%, a 37.619 pontos.

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