Petrobras descarta baixar preço de combustíveis agora

A Petrobras avalia que é prematuro falar em redução nos preços dos combustíveis, mesmo que as cotações internacionais do petróleo tenham caído aos menores níveis desde o primeiro trimestre. "Do mesmo jeito que vínhamos afirmando que é necessário o estabelecimento de um patamar mundial para que mexamos no preço para cima, também dizemos o mesmo em relação a reduzir o preço", afirmou ontem o presidente da companhia, José Sérgio Gabrielli."A Petrobras mantém sua posição de não repassar para os preços da gasolina e do diesel no mercado interno a volatilidade verificada no mercado externo", continuou o executivo, em entrevista a jornalistas após apresentar os planos da companhia para cerca de 400 executivos no Clube do Petróleo de Houston, nos Estados Unidos. "Temos uma política de longo prazo. Nada garante que o preço do barril de petróleo não vá subir novamente amanhã ou depois", fez coro o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.Para Costa, a queda nas cotações se deve principalmente ao final do verão nos Estados Unidos. "É histórico este movimento, da mesma maneira que há uma tendência de aumento de preço na chegada do inverno americano." O último reajuste repassado pela Petrobras para gasolina e diesel ocorreu há um ano, respectivamente de 10% e 12%.Segundo cálculo de analistas, os preços internos hoje estão mais altos do que as cotações internacionais. Para a consultoria Tendências, a diferença do preço da gasolina, por exemplo, está 5% maior do que a cotação no mercado americano. A mudança de sinais levou uma série de analistas a rever suas projeções de aumento no preço dos combustíveis.A Tendências, no entanto, mantém a previsão de reajuste para cima, uma vez que, segundo as analistas Marcela Prada e Fabiana D'Atri, não há razão para que as cotações se mantenham nos níveis atuais. "Consideramos até provável que o preço suba um pouco nos próximos meses, encerrando o ano em US$ 66. Com isso, a defasagem acumulada deve girar em torno de 14% no período após as eleições", afirmam, em relatório. O texto prevê um aumento entre 5% e 6% após as eleições. (Colaborou Nicola Pamplona)

Agencia Estado,

21 de setembro de 2006 | 09h54

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