Petrobras dispara e Bovespa fecha em alta de 1,96%

A Bolsa de Valores de São Paulo recuperou as perdas de ontem e fechou hoje em alta superior a 2%, refletindo a melhora do cenário externo e a disparada das ações da Petrobras. O Ibovespa, principal índice, encerrou com ganho de 1,96%, aos 45.355 pontos. Foi um dia de alívio para os mercados, depois do nervosismo de ontem com o discurso do presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke. Hoje, a revisão inesperada do Produto Interno Bruto norte-americano do quarto trimestre de 2006, de 2,2% para 2,5%, melhorou o humor dos investidores. O dado suavizou os temores de arrefecimento no crescimento da economia dos EUA em meio à crise do mercado de crédito imobiliário. Em Wall Street, o índice Dow Jones, das ações de primeira linha, subiu 0,39%. Mas o Nasdaq, da Bolsa eletrônica, avançou apenas 0,03%. O ganho na Bolsa paulista foi tão superior ao dos seus pares norte-americanos porque foi puxado pelas ações da Petrobras, as de maior peso no cálculo do Ibovespa. Petrobras PN (ação preferencial, sem direito a voto) disparou 4,77%, para R$ 46,10. O papel foi sustentado pela escalada de 3,04% no preço do petróleo em Nova York, que reagiu à decisão do Irã de suspender a promessa de libertar a única mulher do grupo de 15 marinheiros e fuzileiros do Reino Unido sob custódia do governo de Teerã. A petrolífera também teve grande papel na melhora do volume negociado na Bolsa hoje. O giro financeiro foi de R$ 4,74 bilhões, o maior desde 27 de fevereiro, dia do tombo da Bolsa chinesa. Desse total, R$ 1 bilhão corresponderam ao que foi negociado com Petrobras PN. Outro destaque foram as ações da Gol, que lideraram com folga o ranking de maiores valorizações do Ibovespa, com ganho de 10,14%. Ontem a Gol anunciou a compra da nova Varig.

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