Petrobras e Astra querem dobrar refino em Pasadena em 5 anos

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, assina hoje em Houston (EUA) a compra de 50% da refinaria de Pasadena, pertencente ao grupo Astra. As negociações vinham ocorrendo há cerca de um ano. Para a aquisição, a Petrobras investiu US$ 360 milhões. Outros US$ 2 bilhões serão aportados pelas duas companhias (50% cada uma) ao longo dos próximos cinco anos para dobrar a capacidade de refino, que hoje é de 100 mil barris por dia. "Existem condições de aumentar ainda mais esta capacidade, mas isso ainda não está nos planos da Petrobras", disse Gabrielli em entrevista coletiva à imprensa na sede da Petrobras Américas, em Houston, hoje. A refinaria situa-se na cidade de Pasadena, Texas, a cerca de 30 quilômetros do centro de Houston. Está estrategicamente localizada ao lado do Canal de Navegação de Houston e conecta-se aos principais sistemas de oleodutos que transportam produtos de petróleo aos principais mercados dos EUA. A idéia é que os investimentos também adaptem a planta de refino, hoje voltada ao processamento de óleo leve, para que passe a utilizar cargas de óleo pesado, que viriam do campo de Marlim, localizado na Bacia de Campos. "Pretendemos que pelo menos 100 mil dos 200 mil barris processados na unidade em 2011 sejam importados do Brasil", disse Gabrielli. A aquisição da refinaria americana coloca a Petrobras entre as grandes companhias que atuam no país, mas com uma participação insignificante em relação ao parque de refino norte-americano, que processa diariamente cerca de 20 milhões de barris. Segundo o diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a idéia da estatal não é se tornar um grande player no mercado americano, mas estar presente neste segmento pela oportunidade de processar o óleo exportado brasileiro, bem como o que deverá ser produzido pela estatal em campos localizados no Golfo do México. "A intenção é que nossa capacidade de refino cresça na medida em que os nossos campos comecem a entrar em produção e este volume também aumente. Entretanto, nunca chegaremos a um volume de grande representatividade dentro deste mercado", disse o diretor. Hoje, a Petrobras produz menos de 10 mil barris por dia no Golfo do México, mas a perspectiva, segundo o presidente da Petrobras Américas, Renato Bertane, é de que a estatal atinja 100 mil barris por dia em 2011. A Petrobras possui atualmente 287 blocos exploratórios sob sua concessão juntamente com parceiros, e mais 30 para serem adicionados ao seu portfólio. Os blocos estão situados em três áreas distintas (em águas profundas no meio do Golfo do México, uma segunda mais próxima da costa americana e no sul do Golfo). O primeiro a entrar em produção deste total é o campo de Chinook, a partir de 2008. A repórter viajou a convite da Petrobras.

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