Petrobras e China estimulam alta da Bovespa

A Bovespa abriu o pregão desta segunda-feira dividida entre o sinal negativo vindo dos mercados financeiros no Ocidente e a alta acelerada da Bolsa de Xangai, que alcançou o maior nível em cerca de dois meses. A barreira psicológica em torno dos 50 mil pontos também pode tirar um pouco de força dos negócios locais, ao mesmo tempo que os investidores monitoram o desempenho das ações da Petrobras. Às 10h00, o Ibovespa subia 0,69%, acima da marca dos 50 mil pontos, na máxima.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

12 de agosto de 2013 | 10h09

Hoje será o primeiro pregão de reação ao balanço financeiro da estatal petrolífera. A companhia anunciou, na noite da última sexta-feira, um lucro líquido de R$ 6,201 bilhões no segundo trimestre deste ano, revertendo o prejuízo líquido apurado em igual período do ano passado. Além disso, o resultado ficou 24,1% acima da média das estimativas de analistas consultados pelo Broadcast, que apontavam lucro trimestral de R$ 4,997 bilhões. Segundo a companhia, o resultado financeiro foi impulsionado pela adoção da contabilidade de hedge.

Às 10 horas, haverá teleconferência para comentar os números trimestrais. Para o BTG Pactual, o lucro e o Ebitda da Petrobras entre abril e junho de 2013 surpreenderam positivamente, assim como também foi destaque a redução de custos. Entre pontos negativos, porém, o banco destaca o aumento do endividamento.

Seja como for, o comportamento das ações da Petrobras tende a influenciar na performance da Bolsa hoje, já que os mercados no exterior oscilam entre margens estreitas, mas com ligeiro viés de baixa. À espera do calendário de eventos e indicadores econômicos nesta semana nos Estados Unidos e na zona do euro, as principais bolsas europeias exibem perdas moderadas, ao passo que os índices futuros das Bolsas de Nova York recuam, em meio à cautela quanto à iminente retirada dos estímulos monetários pelo Federal Reserve.

Já na Ásia, o destaque positivo foi a Bolsa de Xangai, que subiu 2,4% e fechou no maior patamar desde 19 de junho, relegando o crescimento abaixo do esperado da economia japonesa no trimestre passado. Operadores das mesas de renda variável têm sido praticamente unânimes em afirmar que o "fator China" tem ajudado a Bolsa brasileira a corrigir os recentes exageros. Para o economista da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira, "a bateria de dados anunciados pela China trouxe a sensação de que a desaceleração econômica por lá é suave e já mostra sinais de que pode voltar a acelerar um pouco".

Sem a confirmação desse cenário tão ruim na China, a Bovespa pode receber um impulso extra para ultrapassar a barreira dos 50 mil pontos - um objetivo mais imediato no curto prazo. Esse movimento pode também ser influenciado pela inversão dos investidores estrangeiros em índice Bovespa futuro. Dados atualizados da BM&F Bovespa mostram que os "gringos" não só zeraram a posição vendida (aposta na queda) no derivativo como também inverteram a estratégia e, agora, estão comprados (aposta na alta), com um descoberto residual de 853 contratos.

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