Petrobras e Vale pesam; Bovespa fecha em queda de 1,2%

O Ibovespa encerrou aos 45.210 pontos, terminando a semana com perda de 4,73%; no ano, a desvalorização supera 25%

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

05 de julho de 2013 | 18h24

A Bovespa foi incapaz de dar sequência aos ganhos da véspera e voltou a registrar perdas, conduzidas por Petrobras e Vale. As blue chips foram pressionadas tanto pela saída contínua de investidores estrangeiros do mercado local, quanto por notícias corporativas desfavoráveis. Os setores financeiro e siderúrgico, que têm participação relevante no índice à vista, também foram penalizados. A Bolsa paulista só não caiu mais em razão da melhora em Wall Street na segunda metade dos negócios, o que contribuiu para amenizar a pressão à tarde, e devido a acionamentos pontuais de compra para aproveitar "pechinchas", o que levou o índice a retomar os 45 mil pontos no final.

No vermelho desde o início do pregão, o Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira, 05, em queda de 1,21%, aos 45.210,49 pontos, encerrando a semana com desvalorização de 4,73%. Na máxima do dia, logo na abertura, o índice recuou 0,01% (45.757 pontos). Na mínima, atingiu os 44.107 pontos, em baixa de 3,62%. O volume financeiro totalizou R$ 7,760 bilhões (dado preliminar). No ano, a Bolsa acumula perda de mais de 25%.

Segundo operadores, os estrangeiros aproveitaram para realizar lucros e atuaram fortemente na ponta vendedora, principalmente se desfazendo de ações mais líquidas, como é o caso das blue chips.

As ações da Petrobras terminaram em queda de 6,11% as ON e de 5,08% as PN, entre os principais destaques de perdas do Ibovespa. Além da saída de investidores por se tratar de um papel de alta liquidez, a queda reflete preocupações com o caixa da petroleira, após avaliações do Citi dizendo que a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de fixar o bônus mínimo para o Campo de Libra em R$ 15 bilhões, pode pressionar o balanço. Nas mínimas do dia, as ações ON da estatal cravaram o menor valor desde novembro de 2005.

No embalo da zeragem de posições, Vale ON e PNA fecharam com perda de 2,61% e 1,93%, respectivamente. O índice IFNC, que reúne as companhias do setor financeiro, teve baixa de 1,41%, com destaque para as quedas de Bradesco (-3,44%), Itaú Unibanco (-1,83%) e Itaúsa (-1,27%).

O ranking de quedas do Ibovespa foi liderado por Usiminas PNA e ON, que recuaram respectivos 9,41% e 8,12%, diante da possibilidade de o governo cortar imposto de insumos importados como aço, resinas, vidros e alumínio, entre outros, para ajudar no controle da inflação. Na sequência, apareceram as ações da Petrobras e Bradesco ON.

Na contramão, MMX ON e OGX ON lideraram as altas, com ganho de 14,29% e de 8,51%, nesta ordem - lembrando que os papéis têm valor baixíssimo (R$ 1,60 e R$ 0,51), ou seja, uma variação de centavos é suficiente para representar uma alta forte. Gafisa ON subiu 5,66% e Eletropaulo PN avançou 4,48%.

Em Wall Street, os índices acionários ganharam força na segunda metade dos negócios. O Dow Jones fechou em alta de 0,98%, o S&P 500 subiu 1,02% e o Nasdaq apresentou valorização de 1,04%. O relatório oficial do mercado de trabalho nos Estados Unidos, divulgado mais cedo, trouxe dados positivos, mas a reação do mercado é mista, uma vez que sinais de melhora da economia norte-americana sempre remetem à expectativa do corte de estímulos monetários pelo banco central dos EUA.

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