Petrobrás e Vale pesam e Ibovespa encerra em queda

Pressionada pelas vendas dos investidores estrangeiros, a Bovespa apagou praticamente todo o ganho das quatro sessões anteriores 

Claudia Violante, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2014 | 17h52

A Bovespa apagou nesta terça-feira, 25, praticamente todo o ganho acumulado nas quatro sessões anteriores. Pressionada pela mão vendedora do investidor estrangeiro, o índice teve queda disseminada pela maioria das ações, tendo Vale e Petrobrás entre os destaques negativos da sessão.

O Ibovespa terminou a sessão com baixa de 1,43%, aos 46.715,91 pontos. Na mínima, registrou 46.614 (-1,65%) e, na máxima, 47.388 pontos (-0,01%). No mês, acumula perda de 1,94% e, no ano, -9,30%.

A estatal divulga ainda nesta terça-feira, 25, seu balanço do último trimestre do ano passado. O mercado desde a véspera começou a trabalhar com a possibilidade de um reajuste dos combustíveis - ou ao menos com uma sinalização disso na apresentação de seu plano de metas. Essa leitura fez que os papéis subissem até o final da manhã, mas a partir da tarde a interpretação foi outra. Com o estrangeiro na venda, ficou difícil sustentar qualquer vontade mais otimista em relação às ações e Petrobrás ON caiu 2,64% e a PN, 2,21%.

Vale também teve um desempenho bastante fraco, na esteira de suas semelhantes no mercado externo, todas reagindo à perspectiva de desaceleração da economia chinesa. A ação ON recuou 3,45% e a PNA, 2,55%, ambas acumulando mais de 5% de perdas em apenas duas sessões.

Siderúrgicas também recuaram: Gerdau PN, -1,64%, Metalúrgica Gerdau PN, -1,73%, Usiminas PNA, -1,86%, e CSN ON, -3,50%.

A lista de maiores baixas foi liderada por All ON (-6,48%), Light ON (-3,78%) e Bradesco ON (-3,53%). Já a de maiores altas foi liderada por Anhanguera ON (+5,24%), Estácio ON (+3,39%) e Qualicorp ON (+2%).

A queda do mercado doméstico nesta terça foi atribuída à reticência do investidor com relação ao Brasil, que enfrenta nesta semana uma agenda carregada e importante para a tomada de decisões de alocação de recursos. Nos próximos dias, sairão o PIB do quarto trimestre, superávit primário e a nova taxa Selic.

Além disso, o mercado internacional não ajudou, já que as bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa e as norte-americanas também caíram. O Dow Jones operava em baixa de 0,26%, o S&P caía 0,23% e o Nasdaq, - 0,26%.

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