Petrobras não consegue aumentar produção de gás

A produção de gás natural no Brasil em dezembro passado oscilou em torno de 47,938 milhões de metros cúbicos diários, praticamente igual ao registrado em dezembro de 2005, com aumento de 0,07% no intervalo de 12 meses, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Com isso, a produção acumulada no ano ficou praticamente igual ao registrado em 2005, ilustrando as dificuldades que a Petrobrás tem encontrado para aumentar a produção de gás natural, ao contrário do que ocorre com o petróleo, em que o aumento tem sido uma constante.Entre 2004 e 2006, enquanto a produção de petróleo crescia 19,1% no Brasil, passando da média mensal de 1,496 milhão de barris diários para 1,778 milhão de barris/dia, houve queda na produção de gás natural. O maior volume de produção de gás registrado pela ANP foi em maio de 2005, quando atingiu 50,288 milhões de metros cúbicos. Desde então a produção vem caindo, mesmo após a estatal instalar grandes plataformas de produção. Essas unidades, porém, foram desenvolvidas basicamente para a produção de óleo bruto, com o gás natural atuando como "subproduto".Além de não ampliar a produção de gás, a Petrobras está queimando mais desse combustível nos últimos meses. Pelos dados da ANP, em dezembro foram desperdiçados quase 5 milhões de metros cúbicos diários (4,985 milhões de metros cúbicos), com aumento de 2,43% no intervalo de 12 meses. Esse patamar é maior do que o observado no mês anterior, mas fica abaixo do registrado na primeira metade do ano. Entre maio e junho, por exemplo, a queima de gás oscilou em torno de 6,6 milhões de metros cúbicos. O consumo próprio pela Petrobras, por sua vez, atingiu 8,521 milhões de metros cúbicos em dezembro, com aumento de 0,97% em relação ao registrado em dezembro de 2005. A reinjeção em dezembro somou 8,419 milhões de metros cúbicos.Com isso, o gás natural efetivamente disponível para o mercado interno tem sido cada vez menor, atingindo 26,013 milhões de metros cúbicos, o que representa queda de 1,978 milhão de metros cúbicos no intervalo de 12 meses, com queda de 0,71%. Esse volume é praticamente igual ao patamar observado em meados de 2004, quando estava em torno de 26 a 27 milhões de metros cúbicos diários.

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