Petrobrás perde força e faz Ibovespa ampliar perdas no final

Bovespa não sustentou alta e terminou o dia em queda de 0,83%; mercado reagiu com mau humor ao adiamento da votação da alteração da meta fiscal

Claudia Violante, Agência Estado

26 de novembro de 2014 | 18h01

A Bovespa não conseguiu sustentar os ganhos iniciais e terminou a sessão em baixa, pressionada sobretudo pelo forte recuo de siderúrgicas e Vale, apesar de bancos e Petrobrás também terem acabado no vermelho. Os papéis da estatal do petróleo foram os responsáveis para o índice testar as mínimas na reta final da sessão, depois de terem apagado a alta que sustentaram durante todo o dia. O adiamento da votação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014 foi a principal justificativa para o mau humor nesta véspera de feriado norte-americano.

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,83%, aos 55.098 pontos. Na mínima, registrou em baixa de 54.977 pontos (queda de 1,05%) e, na máxima, marcou 56.100 pontos (alta de 0,97%). No mês, acumula ganho de 0,86% e, no ano, de 6,97%. O giro financeiro foi mais curto, justamente por causa da folga amanhã nos EUA, e totalizou R$ 6,282 bilhões.

Amanhã é o Dia de Ação de Graças nos EUA, um dos principais feriados do país e que fecha as bolsas por lá. Na sexta-feira, o mercado acionário em Wall Street encerra os negócios às 17 horas (de Brasília), o que significa dizer que muitos investidores nem voltarão da folga de amanhã, diminuindo ainda mais a liquidez por aqui nestes dois últimos dias de novembro.

Hoje, mais do que o giro estreito amplificando negociações, o que foi mal digerido pelo mercado foi o bate-boca no Congresso que levou ao adiamento da votação da LDO de 2014 possivelmente para terça-feira que vem. O governo esperava ter o projeto aprovado quando anunciasse sua nova equipe econômica, mas antes do adiamento da votação, o ministro da Comunicação Social, Thomas Traumann, já havia confirmado que o anúncio será feito mesmo amanhã.

Não fez preço na Bovespa o resultado abaixo da mediana do governo central em outubro, apesar de ter sido o pior desempenho para meses de outubro desde 2002.

Teve maior impacto a queda do dólar pela segunda sessão consecutiva - ou a sexta baixa em sete sessões - para o patamar de R$ 2,50 verificado pela última vez no começo do mês. As empresas exportadoras sentiram o baque do recuo, com destaque para Vale, que ainda recuo por conta do cenário ruim para o preço do minério de ferro. Vale ON terminou em baixa de 3,84% e a PNA, de 4,03%.

No setor siderúrgico, além do dólar e do minério - muitas são produtoras do produto -, pressionou ainda os dados do IABr. Apesar da expectativa de que a produção de aço bruto no Brasil suba 0,1% neste ano em relação a 2013, para 34,206 milhões de toneladas, as vendas internas deverão atingir 20,769 milhões de toneladas no ano, recuo de 8,9% na comparação anual.

Gerdau PN perdeu 4,55%, Metalúrgica Gerdau PN, -4,72%, Usiminas PNA, -7,08%, e CSN ON, -7,93%.

Petrobrás ON caiu 0,08% e a PN recuou 0,35%. O papel perdeu fôlego na hora final, apagou os ganhos e ajudou a impulsionar as perdas do Ibovespa no finalzinho.

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