Petrobrás pesa, mas Bovespa sobe ao maior nível em 1 mês

Ibovespa terminou com ganho de 0,85%, aos 50.299 pontos, maior patamar desde 13 de junho; papel PN da petrolífera caiu 2,81%

Claudia Violante, da Agência Estado,

12 de agosto de 2013 | 17h45

A Bovespa operou em alta ao longo do pregão desta segunda-feira, mas teve momentos distintos. O índice abriu no azul e subiu até atingir a máxima, acima de 3% e de volta aos 51 mil pontos, ainda no período da manhã.

Mais tarde, declarações do diretor Financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, e do diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Hamilton, jogaram um balde de água fria no mercado de ações.

Embora positivo, sustentado principalmente por Vale, siderúrgicas e bancos, o Ibovespa fechou longe das máximas, pressionado justamente pela inversão de Petrobras para o vermelho.

O Ibovespa terminou com valorização de 0,85%, aos 50.299 pontos, maior nível desde 13 de junho (50.414,89 pontos). Na mínima, registrou 49.878 pontos (+0,01%) e, na máxima, 51.380 pontos (+3,02%). No mês, acumula ganho de 4,28% e, no ano, perda de 17,48%. O giro financeiro totalizou R$ 8,678 bilhões. Os dados são preliminares.

Os investidores começaram o dia repercutindo o noticiário da China e tendo em mãos o balanço da Petrobrás. No caso do gigante asiático, saiu em um jornal de Hong Kong que Pequim está oferecendo estímulos financeiros para governos regionais de importantes cidades e províncias com o objetivo de manter o crescimento das economias locais. Isso favorece as empresas exportadoras de commodities, caso de muitas brasileiras, como a Vale. A ON da mineradora avançou 2,16% e a PNA, 1,20%.

No setor siderúrgico, CSN ON teve ganho de 2,69%; Usiminas PNA, de 1,59%; ON, de 0,63%; Gerdau PN, de 0,26%; e Metalúrgica Gerdau PN, de 0,67%.

O grande destaque foi Petrobrás. As ações abriram com forte alta e chegaram a avançar 3,73% na ON e 3,39% na PN, repercutindo o lucro líquido de R$ 6,201 bilhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo apurado no mesmo período do ano anterior. Os papéis, entretanto, finalizaram com perda de 1,49% e 2,81%, respectivamente.

O diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, declarou que não há mudança na política de dividendos, uma grande expectativa do mercado. Ele deu a partida para a inversão das cotações, que daí em diante reduziram a alta e passaram a cair também por conta da leitura de que, apesar do lucro, o balanço tem problemas, como o alto endividamento da companhia.

Além disso, o diretor do Banco Central disse, em Belém, que o comportamento da inflação neste ano é em "V" e que o vértice ocorreu justamente em julho. Ele também tocou em outro ponto delicado, a política fiscal, ao atestar que é, de fato, expansionista.

Bancos também subiram: Banco do Brasil ON, +1,55%, Bradesco PN, +1,59%, Itaú Unibanco PN, +2,69%, e Santander unit, +2,24%.

Nos EUA, o Dow Jones teve ligeira baixa de 0,04%, aos 15.419,68 pontos, o S&P recuou 0,12%, para 1.689,47 pontos; e o Nasdaq teve pequena alta, de 0,27%, aos 3.669,95 pontos.

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