Petrobrás piora e Bovespa perde 1,8% no fim do dia

Após animação com leilão de Libra, papéis da estatal engatam 2ª queda seguida; nesta quarta, recuos foram superiores a 1% e Ibovespa ampliou baixa em pregão de realização de lucros

Claudia Violante, da Agência Estado,

23 de outubro de 2013 | 17h42

O mercado de ações doméstico acompanhou o recuo das bolsas internacionais e realizou lucros nesta quarta-feira, 23, pressionado no final da tarde com a reversão de Petrobrás para baixo. Os papéis se seguraram em boa parte do dia, em meio à expectativa de reajuste dos combustíveis, mas no final o fôlego se esvaiu.

O Ibovespa terminou em baixa de 1,81%, aos 55.440,03 pontos. Na mínima, registrou 55.380 pontos (-1,91%) e, na máxima, 56.459 pontos (estável). No mês, acumula ganho de 5,93% e, no ano, perda de 9,04%. O giro financeiro totalizou R$ 5,605 bilhões (dado preliminar).

Profissionais de renda fixa atribuíram o desempenho da Bovespa a um movimento "saudável" de realização de lucros, dada a alta de 7,88% registrada no mês até o pregão anterior.

O embolso de ganhos no mercado doméstico também teve como pano de fundo o cenário internacional, com destaque para China e Europa. No caso da China, há a expectativa de que o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) aperte as condições de liquidez nos próximos meses. A notícia afetou principalmente Vale e siderúrgicas.

Vale ON caiu 2,34% e PNA se desvalorizou 1,80%. Outros títulos de siderúrgicas: Gerdau PN, -1,43%; Metalúrgica Gerdau PN, -1,52%; Usiminas PNA, -1,48%; e CSN ON, -1,53%.

Outra notícia foi a de que o Banco Central Europeu fará uma avaliação completa dos balanços de 130 instituições financeiras da zona do euro em novembro. O objetivo é identificar potenciais riscos antes da implementação de uma união bancária na região.

O setor financeiro doméstico, no entanto, não foi mais prejudicado pela informação, apenas realizando no "embalo" do mercado. Bradesco PN recuou 2,03%, Itaú Unibanco PN perdeu 1,36%, BB ON cedeu 0,53% e Santander unit teve baixa de 1,16%.

Petrobrás ON cedeu 1,78% e a PN se desvalorizou 1,19%. Os papéis vinham se segurando, mas perderam força no final. O mercado ainda trabalha com a expectativa de reajuste dos combustíveis, sobretudo depois do lance que a estatal fez na área de Libra, do pré-sal, pelo qual terá que pagar R$ 6 bilhões. Mas a declaração da presidente da estatal, Graça Foster, de que o caixa da empresa está "muito bem" e que a companhia pode pagar os R$ 6 bilhões do bônus de Libra sem aporte do Tesouro Nacional e sem reajuste dos combustíveis, acabou penalizando as ações.

Em Nova York, no final da tarde, o Dow Jones caía 0,41%, o S&P, 0,52%, e o Nasdaq, 0,66%.

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