Petrobras quer mais acionistas minoritários do Brasil

A Petrobras quer aumentar o número de investidores brasileiros interessados em suas ações para contrabalançar o crescente interesse dos investidores internacionais pelos papéis da estatal. A estratégia foi definida pelo gerente-executivo de relações com investidores da empresa, Raul Campos, em palestra no seminário sobre mercado de capitais organizado pela Bovespa na PUC-Rio. Campos mostrou que a participação de investidores estrangeiros é crescente, desde que a empresa fez a megaoperação de colocação de ações no mercado internacional, em julho de 2000, no valor de US$ 4 bilhões. Na época, a participação dos estrangeiros, através dos recibos de ações negociados nos EUA (ADRs, na sigla em inglês), era de 9,5% do capital da empresa. Em 2001, subiu para 26,4%, depois, para 31,2%, em dezembro de 2003, e atingiu 40,9% no mês passado. Com isso, os investidores estrangeiros já têm mais papéis da empresa brasileira do que os próprios investidores brasileiros, já que 40% das ações estão em poder do governo e apenas 20% entre os minoritários nacionais. Como os fundos de pensão e fundos de investimentos já estão praticamente no limite máximo de compra de papéis da Petrobras, a opção da empresa é ampliar a presença junto a investidores individuais. Entre as ações para atrair o interesse dos minoritários, Campos citou as mudanças na área de relações com investidores, tornando a empresa cada vez mais transparente. "Tanto que fomos considerados a empresa mais transparente nos últimos dois anos, conforme levantamento da Fipecafi", complementou. Além disso, a Petrobras aumentou a realização de eventos para investidores. Nos próximos dois dias, por exemplo, a empresa fará seis apresentações a investidores nas cidades de Brasília, Florianópolis, Recife, Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.