Petrobras rebate afirmações de que poderá dominar mercado de álcool

O diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, rebateu hoje as afirmações de usineiros de que a estatal poderia dominar o mercado de álcool no futuro. "A Petrobras não quer ter o monopólio desta área, mas somente atuar como um player voltado principalmente para a logística deste negócio. Não queremos entrar na produção, mas sim possibilitar a infra-estrutura para que o plantio aumente e novas usinas sejam instaladas no país", afirmou ele, que participou hoje do evento Rio Oil & Gás.Para sustentar sua afirmação, o diretor lembrou que, no ano passado, enquanto o Brasil exportou 2,5 bilhões de litros de álcool, a Petrobras embarcou para o Exterior apenas duas cargas para a Venezuela, num total de 40 milhões de litros. "Claro que pretendemos aumentar esta base de exportação, mas as oportunidades de expansão neste mercado lá fora vão muito além do que a Petrobras tem intenção de cobrir", disse ele, citando como exemplo o fato de que apenas o Japão poderá importar em torno de 7 bilhões de litros de álcool por ano, a partir do momento em que começar a adicionar o etanol ao seu combustível.

Agencia Estado,

12 de setembro de 2006 | 15h26

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