Petrobras reduz preço do gás boliviano em 3,7%

O preço do gás natural boliviano vendido pela Petrobras às distribuidoras de gás canalizado está mais barato em 3,7% desde o início de janeiro, de acordo com fontes do mercado. Com isso, o milhão de BTU (unidade britânica que mede o poder calorífico do energético) passou de US$ 5,47 para US$ 5,28.O repasse da queda ao consumidor, porém, depende do calendário de revisões tarifárias de cada Estado. Em São Paulo, Comgás e Gás Natural SPS terão suas tarifas revistas em maio.A redução dos preços segue a fórmula contratual de reajustes prevista no contrato de importações da Bolívia, que calcula, a cada três meses, um novo preço para o gás com base nas variações internacionais do preço do petróleo e alguns derivados.Não há qualquer relação com as negociações pela revisão do contrato, que ainda estão em curso e devem ter nova etapa amanhã, quando está prevista a chegada ao Rio do ministro boliviano dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, para discutir, entre outros temas, as hidrelétricas do Rio Madeira.O reajuste para baixo interrompe uma série de sete aumentos consecutivos no valor do insumo, iniciada no segundo trimestre de 2005. O gás boliviano é distribuído nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País.A pequena redução, em dólar, reflete a queda do preço do petróleo no quarto trimestre de 2006. Na ocasião, o item era cotado na casa dos US$ 60, enquanto no trimestre anterior o barril chegou a ser negociado na casa dos US$ 70, aproximando-se dos US$ 80 em julho. Com isso, o preço da commodity de gás passou para US$ 3,57 por milhão de BTU, com queda de 5%.A redução no preço final, porém, não foi mais acentuada porque o custo de transporte registrou alta de 0,4%, na casa de US$ 1,71 por milhão de BTU. O valor deste componente não é definitivo, já que o porcentual foi calculado sobre uma base provisória do índice de inflação norte-americana. ?O aumento de 0,4% foi calculado sobre novembro. Acontece que em dezembro a inflação já foi mais elevada. O número definitivo sairá apenas em abril?, explica uma fonte. (Colaborou Nicola Pamplona)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.