Petrobrás sobe 5%, mas Bovespa devolve ganhos no final

Investidores, sobretudo estrangeiros, buscaram ações da estatal, influenciados pelos repetidos rumores de reajuste dos combustíveis

Cláudia Violante, da Agência Estado,

15 de agosto de 2013 | 17h40

A Bovespa operou em queda na primeira parte do dia, mas logo no começo da tarde desta quinta-feira, 15, passou a subir, na contramão das bolsas norte-americanas, sustentada pela alta firme dos papéis da Petrobrás. Rumores sobre reajuste de combustíveis continuaram surgindo nas mesas de operações e, na dúvida, os investidores foram às compras, sobretudo os estrangeiros. No final do dia, entretanto, os ganhos foram praticamente devolvidos.

Pelo sétimo pregão consecutivo, o Ibovespa registrou ligeira valorização, de 0,02%, aos 50.908,34 pontos. Na mínima, registrou 50.050 pontos (-1,66%) e, na máxima, 51.428 pontos (+1,05%). No mês, acumula ganho de 5,54% e, no ano, perda de 16,48%. O giro financeiro totalizou R$ 10,484 bilhões, o maior desde 20 de junho, desconsiderando pregões com eventos extraordinários, como exercício. Os dados são preliminares.

Os investidores, sobretudo estrangeiros, foram às compras de Petrobrás, influenciados pelos repetidos rumores de reajuste dos combustíveis. O pleito existe, mas o governo disse que não deve autorizar agora. Pelo menos, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que ainda não há nenhuma novidade a esse respeito. A ação ON teve alta de 5,89% e a PN, de 5,19%.

O exercício de opções sobre ações também impactou os papéis da estatal, assim como da Vale, apesar do sinal negativo das bolsas internacionais. A ação ON fechou com ganho de 1,03%, mas a PNA virou nos ajustes e recuou 0,16%. No setor siderúrgico, Usiminas e CSN continuaram sendo os papéis que registraram ganhos. Usiminas PNA, +0,61%, CSN ON, +1,96%, Gerdau PN, -0,33%, e Metalúrgica Gerdau PN, -1,04%.

A lista de maiores ganhos do Ibovespa foi liderada por LLX ON (+10,60%), após a notícia de que assinou termo de compromisso com a EIG para participação em operação de aumento privado de capital, no valor de R$ 1,3 bilhão, que a transformará em novo acionista controlador da companhia.

OGX ON liderou as baixas do índice (-7,35%), depois de ter anunciado prejuízo de R$ 4,722 bilhões no segundo trimestre, ante resultado negativo de R$ 398,6 milhões no mesmo período do ano passado. Além disso, a MSCI anunciou a exclusão das ações da OGX de seu índice.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam em baixa, depois de dados mostrarem melhora no mercado de trabalho. O Dow Jones caiu 1,47%, aos 15.112,19 pontos, o S&P recuou 1,43%, aos 1.661,31 pontos, e o Nasdaq teve desvalorização de 1,72%, aos 3.606,12 pontos. O grande destaque lá hoje foi o recuo de 15 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego, para 320 mil, menor nível desde outubro de 2007.

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