Petrobrás sobe, mas não impede Ibovespa de cair 0,32%

Índice Bovespa terminou o dia com perda de 0,32%, aos 66.341,39 pontos

Claudia Violante, da Agência Estado ,

15 de fevereiro de 2011 | 18h31

Depois de muito sobe-e-desce no início do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo deixou para o final da tarde a definição de rumo. E ele foi de queda, interrompendo uma sequência de ganhos. O recuo, no entanto, foi tímido, já que Petrobrás conteve o índice. Vale e BM&FBovespa, no entanto, caíram.

O índice Bovespa terminou o dia com perda de 0,32%, aos 66.341,39 pontos. Na mínima, registrou 66.117 pontos (-0,66%) e, na máxima, os 66.861 pontos (+0,46%). No mês, o índice acumula perda de 0,35% e, no ano, de 4,27%. O giro financeiro totalizou R$ 6,486 bilhões. Os dados são preliminares.

Os ganhos da Petrobrás teriam sido puxados por um movimento técnico, já que ocorrerão nos próximos dias o vencimento de índice (amanhã) e de opções sobre ações (segunda-feira). Os investidores fizeram cobertura de posições das ações contra o índice. Ao longo do dia, a ação também teve contribuição do preço do petróleo no mercado futuro que, no entanto, acabou caindo no fechamento. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em março recuou 0,58% a US$ 84,32 o barril. Na Bolsa brasileira, Petrobrás ON terminou em alta de 1,52% e Petrobrás PN, de 0,82%.

As ações da Vale, ao contrário, acompanharam o comportamento em queda dos preços dos metais e recuaram 0,33% na ação ON e 0,89% na PNA.

Mas foi BM&FBovespa o destaque da sessão, ao despencar 4,74% na ação ON. O papel reagiu ao anúncio, hoje, de que a Bats Global Markets, operadora global de bolsas de valores, assinou um memorando de entendimentos com a gestora de recursos Claritas para criar uma Bolsa de Valores no País, que contará com serviços de clearing e custódia. Segundo o chefe para desenvolvimento de negócios globais da empresa, Ken Conklin, a Bats revolveu entrar no Brasil para criar maior competitividade no mercado acionário.

No exterior, a agenda foi carregada e puxou as Bolsas norte-americanas para baixo, apesar de a China ter registrado uma inflação menor do que era esperada em janeiro (o índice de preços ao consumidor subiu 4,9%, em termos anuais, ante previsão de 5,4%). Os indicadores norte-americanos não agradaram muito e as bolsas recuaram. Às 18h18, o Dow Jones caía 0,42%, o S&P-500, -0,37%, e o Nasdaq, -0,39%.

Tudo o que sabemos sobre:
BolsaBovespaPetrobras

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.