Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Petrobrás tem novo dia de perdas na Bovespa

Ações da estatal ainda reagiram à divulgação do balanço sem as baixas por conta da corrupção, mas o ritmo de queda foi menor; Bovespa fechou perto da estabilidade

Clarissa Mangueira, Agência Estado

29 de janeiro de 2015 | 10h47

Atualizado às 17h50

Depois de cair mais de 10% no pregão anterior, a Petrobrás enfrentou um novo dia de perdas na Bolsa nesta quinta-feira, 29. O recuo foi mais intenso no começo do dia, mas o movimento começou a perder força após o início da teleconferência com analistas e investidores para explicar os resultados. As ações ON da petroleira fecharam em queda de 1,85% e as PN, 3,10%. Com isso, a Bovespa apagou as perdas da sessão e fechou quase estável, em alta 0,14%, aos 47.762 pontos.

A presidente da estatal, Graça Foster, disse que as investigações realizadas pela Petrobras para dimensionar o tamanho das perdas causadas pela corrupção custaram à empresa R$ 150 milhões. Graça disse, ainda, que a equipe técnica da empresa está "trabalhando desesperadamente" na análise de relatórios sobre as baixas e possíveis perdas de valores dos ativos para identificar o impacto da corrupção nos projetos da empresa.

Graça revelou que o Plano de Negócios e Gestão (PNG) para o período de 2015 a 2019 deve ser divulgado apenas no final do primeiro semestre deste ano. Em junho, a companhia espera ter um cenário mais previsível em relação a variáveis como preço do Brent (referência para o preço do petróleo), câmbio e andamento das investigações da Operação Lava Jato. Ela afirmou também que recomendou ao conselho de administração que não fosse utilizada a metodologia de valor justo para calcular o efeito da corrupção em seu patrimônio. Isso porque considera essa metodologia, em que o valor contábil é corrigido pelo valor de mercado, falha, por utilizar inúmeras variáveis. 

O diretor Financeiro da companhia, Almir Barbassa, disse, durante a mesma teleconferência, que a Petrobras poderá deixar de pagar dividendos aos acionistas se entender que atravessa uma situação de "estresse financeiro". Segundo ele, essa é uma prerrogativa da Lei das S.A., mas a companhia ainda não analisa a possibilidade no momento.

As ações do setor de mineração e siderúrgica também recuaram na Bolsa, afetadas pela queda do minério de ferro. Vale ON (-4,75%) e Vale PN (-3,92%), Usiminas PNA (-4,31%) e CSN ON (-3,93%).

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