Petróleo acentua alta para 2,09%, a US$ 65,50

O contrato futuro do petróleo para maio sobe 2,09%, para US$ 65,50 por barril, no início da sessão regular da New York Mercantile Exchange (Nymex), com as compras sendo intensificadas pela ameaça de greve na Noruega, onde a produção já está acentuadamente mais fraca. O Fellesforbundet, maior grupo sindical privado da indústria, ameaçou, hoje, realizar uma greve a partir de sábado, se não for feito um acordo com a Federação das Indústrias Norueguesas sobre pensões e salários até sexta-feira, às 22 horas (horário GMT) ou 19 horas (horário de Brasília). A paralisação afetaria 38 mil membros da indústria manufatureira, incluindo os trabalhadores em estaleiros, da indústria de engenharia, têxtil, construção e do setor manufatureiro de produtos para projetos de gás e petróleo. Embora a greve não deva afetar a produção de petróleo propriamente dita, o mercado do setor tomou a ameaça de greve como mais um argumento para compras. Mais cedo, as compras foram atribuídas à crise na Nigéria. Apesar da libertação ontem de três reféns pelos militantes nigerianos, os rebeldes dizem que não permitirão a retomada da produção de 600 mil barris de petróleo, interrompida na esteira da crise, até que o governo atenda aos dez pontos de suas exigências. A informação foi publicada em um jornal local. A Royal Dutch Shell afirmou que não pretende retomar sua produção até que a segurança seja restabelecida na região do delta do Níger. Cerca de 20% da produção de 2,5 milhões de barris de petróleo da Nigéria permanecem suspensas, em conseqüência do ataque de militantes à estrutura das companhias de petróleo estrangeiras que operam na região. As informações são da Dow Jones.

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