Petróleo acompanha bolsas e fecha em queda de 1,98%

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte queda nesta quarta-feira, 29, acompanhando as perdas das bolsas. Hoje a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) cortou as projeções de crescimento e os investidores voltaram a temer que o Federal Reserve comece a reduzir suas medidas de estímulo em breve, após indicadores positivos sobre a economia norte-americana divulgados na terça-feira, 28.

Agencia Estado

29 de maio de 2013 | 17h00

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para julho, perdeu US$ 1,88 (1,98%), fechando a US$ 93,13 o barril, o menor nível desde 1º de maio. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para julho teve retração de US$ 1,80 (1,73%) e fechou a US$ 102,43.

A OCDE afirmou em seu relatório que espera um crescimento menor nos 34 países-membros do grupo neste ano, de 1,2%, em vez de 1,4% como calculado anteriormente. Além disso, a organização piorou sua estimativa para a contração da economia da zona do euro neste ano de 0,1% para 0,6% e recomendou que o Banco Central Europeu (BCE) responda a isso com novos estímulos e até com uma taxa de juros de depósitos negativa. O relatório também afirma que o relaxamento quantitativo no Japão chegou atrasado e nos EUA a reversão da política monetária acomodatícia precisa ser gradual.

Já o vice-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), David Lipton, disse que a instituição reduziu sua projeção para o crescimento da China este ano para 7,75%, de 8,0%. A estimativa para 2014 também foi cortada para 7,75%, de 8,2% anteriormente.

"Uma demanda global menor por petróleo, junto com a alta nos estoques, está pressionando os preços", comentam os analistas do Bank of America Merril Lynch em nota. O banco reduziu sua projeção para o Brent no segundo semestre deste ano para US$ 103,00 o barril, de US$ 111,00.

Em Nova York, o mercado de Treasuries teve destaque, já que o juro da T-note de 10 anos subiu para níveis que não eram vistos desde abril do ano passado, na esteira dos bons indicadores sobre a economia dos EUA divulgados ontem. A melhora nas condições econômicas abre espaço para o Fed começar a desfazer seu programa de estímulos e reduzir as compras de bônus, o que provocou forte aumento no retorno dos papéis.

Os participantes do mercado aguardam o relatório do American Petroleum Institute (API), que sai às 17h30 (de Brasília) de hoje, e os dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), amanhã. As informações são da Dow Jones.

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