Petróleo acumula baixa de 20% desde agosto

Os especuladores voltam a liquidar posições compradas, e os contratos futuros de petróleo operam em queda esta tarde em Londres e Nova York. Os preços da commodity já acumulam um declínio de 20% em relação às máximas atingidas em agosto, o que faz crescer especulações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá reduzir o teto de produção, formal ou informalmente, para evitar um colapso mais pronunciado das cotações. Representantes do cartel, no entanto, ainda não fizeram nenhuma declaração em favor de um corte da produção desde que concordaram na semana passada em manter estáveis as cotas. Alguns analistas dizem que os preços terão de cair mais antes que a organização tome alguma medida. O analista Tim Evans, do Citigroup, destacou que "não há nenhum consenso dentro do cartel para mudar a produção ou as cotas e é possível dizer que a falta de concordância sobre como e quando reduzir a produção é um fator que contribui para a queda dos preços." Esse ceticismo em torno de uma reação da Opep agora contribui para que os especuladores reduzam suas apostas na commodity enquanto os preços ainda estão elevados, apontou Pete Donovan, da Vantage Trading. O movimento hoje é liderado pelos produtos derivados, reflexo do aumento de seus estoques e da fraca demanda. Às 13h10 (horário de Brasília), o contrato de petróleo bruto para novembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) caía 0,88%, para US$ 61,05 o barril. Nas negociações eletrônica da ICE, em Londres, o Brent para novembro perdia 0,83%, cotado a US$ 60,83 o barril. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2006 | 13h28

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