Petróleo avança atento a Irã e à espera de estoques

O petróleo sobe levemente em Nova York e em Londres, com investidores acompanhando o noticiário relacionado ao Irã. A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, minimizou a importância da carta enviada ontem pelo presidente do Irã ao presidente dos EUA pedindo "novas soluções" para a disputa entre os países. Segundo ela, a carta não trata com seriedade da questão do programa nuclear do Irã. Às 10h13 (de Brasília), o petróleo para junho negociado na Nymex eletrônica subia 0,29% para US$ 69,97 o barril. Na plataforma ICE, de Londres, o contrato de mesmo vencimento operavam em alta de 0,46%, a US$ 70,53 o barril. A ausência de definição para a questão do Irã dá suporte às cotações no curto prazo, já que o mercado encontra-se bastante susceptível a qualquer possibilidade de problemas de fornecimento pelos membros da Opep. Também, a expectativa com a divulgação dos relatórios sobre os níveis dos estoques de petróleo, gasolina e derivados, amanhã, deve provocar volatilidade. Na semana passada, os investidores foram pegos de surpresa com a informação de aumento pela primeira vez em nove semanas nos estoques de gasolina, paralelamente a uma elevação moderada na demanda. Os níveis dos estoques de gasolina são acompanhados atentamente agora, por causa da proximidade da temperada de verão no Hemisfério Norte, quando o consumo de gasolina atinge pico. Os analistas esperam que amanhã seja anunciada alta de 1,3 milhão de barris nos estoques norte-americanos de gasolina. Especialistas afirmam que o mercado pode ser tomado por nova pressão de venda caso os estoques de gasolina tenham aumentado mais que 2 milhões de barris. Entre outras notícias, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse acreditar que os preços do petróleo seguirão firmes até o final da década, em conseqüência do crescimento econômico global, da baixa capacidade de refino e do período necessário para que a nova capacidade de produção esteja disponível ao mercado. As informações são da Dow Jones.

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