Petróleo cai 0,30%, à espera de estoques e Bernanke

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta terça-feira, 16, com os participantes do mercado aguardando os dados semanais sobre os estoques nos Estados Unidos e também o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, na quarta-feira, 17.

Agencia Estado

16 de julho de 2013 | 16h52

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para agosto, perdeu US$ 0,32 (0,30%), encerrando a US$ 106,00 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para agosto teve alta de US$ 0,31 (0,28%) e terminou a US$ 109,40. O contrato expirou após o fechamento do mercado e o petróleo com vencimento em setembro registrou ganho de US$ 0,06 (0,05%), a US$ 108,14 o barril.

Nas últimas duas semanas, o governo dos EUA reportou uma queda acumulada de quase 20 milhões nos estoques de petróleo bruto. Mais tarde, o American Petroleum Institute (API) divulga seu relatório semanal, e na quarta é a vez de o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) apresentar seus números. Analistas ouvidos pela consultoria Platts esperam uma queda de 2,5 milhões de barris.

Segundo participantes do mercado, o petróleo perdeu suporte por causa dos últimos dias de tensões no Oriente Médio, que haviam impulsionado os preços algumas semanas atrás. "Os traders estão progressivamente esquecendo do Egito, julgando pela ínfima reação dos preços hoje às notícias de sete mortes no Cairo enquanto manifestantes pediam o retorno do presidente Mohammed Morsi", afirmou Fawad Razaqzada, analista da GFT Markets.

Entre os indicadores econômicos divulgados mais cedo, a produção industrial dos EUA aumentou 0,3% em junho, na comparação com maio, superando a previsão de alta de 0,2%. No setor imobiliário, a Associação Nacional das Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês) informou que o índice de confiança subiu 6 pontos em julho, para 57 - o nível mais alto desde janeiro de 2006.

Os dados sobre inflação também foram positivos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% em junho ante maio, perto da previsão de alta de 0,4%. O avanço é o mais forte em cinco meses, o que foi considerado um sinal de que a inflação nos EUA está se estabilizando, após meses de fragilidade. Fonte: Dow Jones Newswires.

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