Petróleo cai 0,4% diante de ceticismo com reunião da Opep

O ceticismo dos investidores com o efeito do encontro de amanhã da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a expectativa com a divulgação, às 11h30 (de Brasília), do nível dos estoques norte-americanos do petróleo promovem ajuste de baixa nos preços da commodity nos mercados futuros, nesta manhã. Às 9h21 (de Brasília), o contrato de dezembro do petróleo caía 0,43% para US$ 60,68 o barril na plataforma ICE, de Londres. No pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de novembro recuava 0,46% para US$ 58,66 o barril. Os analistas acreditam que os estoques de petróleo norte-americano aumentaram 1 milhão de barris ao dia, que os estoques de destilados - onde está o óleo para calefação - tenham caído 980 mil barris e que as reservas de gasolina tenham ficado inalteradas. Mas, de acordo com os especialistas, a grande expectativa é mesmo com o encontro de amanhã da Opep. O mercado quer saber se o discutido corte de 1 milhão de barris/dia será implementando sobre a produção atual ou sobre o teto do grupo. Um corte sobre o nível da atual produção, que está 500 mil barris abaixo do teto de produção de 28 milhões de barris ao dia, será um bom sinal das intenções da Opep. Mas a Arábia Saudita, o maior produtor do grupo, se mantém em silêncio e isso também incomoda o mercado. Normalmente, as declarações da Arábia Saudita são tomadas como a decisão do grupo. De acordo com um especialista, o acerto de um corte pelo grupo teria peso maior na produção saudita, que está sendo reduzida gradual e veladamente. Para os analistas da Fimat, o mercado espera que a Opep confirme um corte de 1 milhão de barris amanhã, mas mensagens dúbias irão refletir falta de coesão e podem pressionar os preços. Para a Fimat, a pressão deve persistir até que a Arábia Saudita se mostre disposta a participar do corte. Alguns ministros do Petróleo da Opep começam a chegar a Doha, no Catar, nesta quarta-feira, preparando-se para o encontro de amanhã, para discutir como irão implementar um corte de produção de até 1 milhão de barris ao dia, equivalente a 3,5% da produção. A reunião deve ser iniciada às 14 horas (de Brasília), segundo a agência Dow Jones. As informações são da Dow Jones.

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