Petróleo cai 0,91% a US$ 81,43 com PIB dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda, após um relatório do Departamento de Comércio dos EUA mostrar um aumento de 2% (taxa anualizada) no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam expansão de 2,1%. O petróleo encerrou a semana com leve queda de 0,32%.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

29 de outubro de 2010 | 18h29

Hoje os contratos de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) com entrega para dezembro perderam US$ 0,75 (0,91%), fechando a US$ 81,43 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para dezembro fechou com queda de US$ 0,44 (0,53%), a US$ 83,15 o barril.

Um crescimento lento, mas sólido, da economia dos EUA, que são os maiores consumidores de petróleo do mundo, deve significar aumentos modestos na demanda pela commodity, enquanto os estoques no país permanecem acima da média histórica. Os altos estoques de petróleo e combustíveis têm impedido os preços de subirem muito acima de US$ 80 o barril, mesmo com a recuperação econômica fazendo com que os preços de outras commodities subam para máximas em vários anos. "Os estoques estão muito altos", disse Phil Flynn, analista de energia da PFGBest. "Nós temos um verdadeiro excesso nos EUA", acrescentou.

Outros indicadores econômicos divulgados hoje foram divergentes. O índice final de sentimento do consumidor dos EUA em outubro, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, caiu para 67,7, de 68,2 em setembro. Mas o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) de Chicago subiu para 60,6 em outubro, superando as expectativas.

Os operadores agora estão esperando pela reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano) na semana que vem, quando espera-se que o BC dos EUA anuncie novas medidas para estimular a economia do país. Este estímulo monetário, chamado de afrouxamento quantitativo, aumentaria a oferta de dinheiro por meio da compra de bônus do governo. Isso poderia enfraquecer o dólar, o que é bom para o petróleo, já que a commodity, que é denominada na moeda norte-americana, se torna mais barata para compradores que utilizam outras moedas.

Enquanto isso, trabalhadores dos terminais franceses Fos e Lavéra, o terceiro maior porto de petróleo do mundo, encerraram hoje uma greve que já durava 33 dias. O descarregamento dos navios ancorados no porto deve recomeçar ainda nesta sexta-feira, segundo autoridades do terminal. Isso deve gerar um aumento na demanda por petróleo lá, com as refinarias retomando a produção, disse Tony Rosado, corretor da GA Global Markets. As informações são da Dow Jones.

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