Petróleo cai 1,07% com críticas de Bullard e Romney

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira com investidores realizando lucros, depois de a commodity chegar ao maior nível em três meses. Também pesaram sobre o humor do mercado as declarações do presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, e do potencial candidato republicano à presidência, Mitt Romney, contra uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3, na sigla em inglês).

PRISCILA ARONE, Agencia Estado

23 de agosto de 2012 | 17h35

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para outubro caíram US$ 0,99 (1,02%) e fecharam a US$

96,27 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent subiram US$ 0,10 (0,09%), encerrando a US$ 115,01 o barril.

As declarações de Bullard e Romney esfriaram as expectativas de que o Fed adotará novas medida de estímulo em breve. O presidente do Fed de St. Louis disse em entrevista à CNBC que a probabilidade de novos estímulos "não é tão alta" como o mercado espera. Mais tarde, o provável candidato republicano afirmou à rede Fox Business que não apoiou a última rodada de compra de títulos feita pelo Fed e acha que outra medida semelhante seria "a forma errada" de lidar com a situação.

As dúvidas sobre se novos estímulos serão colocados em prática "parecem ter precipitado uma queda um pouco agressiva" nos preços dos contratos futuros de petróleo, diz Peter Donovan, vice-presidente da Vantage Trading e corretor da Nymex. Segundo ele, embora Romney não tenha um cargo no governo no momento, seus comentários têm influência "psicológica" no mercado. "Qualquer oposição às medidas de estímulo terão um certo efeito negativo nos preços do petróleo", comenta.

As medidas de estímulo beneficiam os produtos derivados de petróleo de duas formas. Um aumento na atividade econômica estimularia a demanda por petróleo nos Estados Unidos, a maior economia do mundo. Além disso, tais medidas, que são equivalentes à impressão de moeda, reduziriam o valor do dólar, beneficiando o petróleo, que é denominado na moeda americana e assim se tornaria mais barato para compradores que usam outras divisas.

Para Ray Carbone, presidente da Paramount Options, os preços do petróleo, que avançaram 9,4% desde 1º de agosto, ainda têm espaço para subir. "Tendo em vista a trajetória do petróleo, a queda de hoje trata-se de uma pequeno retrocesso", afirma.

Os investidores também estão cautelosos com a crise na Europa. Há grande expectativa para a reunião entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, no sábado. Se os gregos e seus parceiros europeus não chegarem a um acordo, o país pode acabar sendo obrigado a sair do bloco nos próximos meses. As informações são da Dow Jones.

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