Petróleo cai 1,7% após alta firme no pregão anterior

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na New York Mercantile Exchange (Nymex), pela quarta vez em cinco pregões nesta quinta-feira, 19, depois da forte alta na véspera.

Agencia Estado

19 de setembro de 2013 | 17h09

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para outubro, caiu US$ 1,68 (1,55%), encerrando a US$ 106,39 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para novembro recuou US$ 1,84 (1,66%), terminando a sessão a US$ 108,76.

No pregão anterior, o contrato do barril negociado em Nova York registrou a maior alta em três semanas após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciar a surpreendente manutenção dos estímulos de US$ 85 bilhões em compras de ativos por mês.

Para Stephen Schork, editor da newsletter The Shock Report, "os mercados estavam bêbados ontem, mas hoje voltaram à sobriedade e perceberam que uma projeção econômica menor não é positiva para os preços do petróleo". A expectativa do Fed para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano caiu para 2,0%, contra 2,3% nas estimativas anteriores. Para 2014, as projeções foram reduzidas para 2,3%, de 2,6%.

No noticiário do dia, o presidente iraniano Hassan Rouhani disse em entrevista à NBC News que o país não pretende desenvolver armas de destruição em massa, como armas nucleares. A declaração ocorre a uma semana de um possível encontro do presidente dos EUA, Barack Obama, com Rouhani, na Organização das Nações Unidas (ONU).

Atualmente, o Irã enfrenta uma série de sanções por seu programa nuclear, o que tem prejudicado a produção da commodity no país. O sócio-fundador da Again Capital, John Kilduff, disse que a negociação diplomática entre EUA e Irã é um evento negativo para os preços do petróleo.

Além disso, a produção está em alta na Líbia. Na quarta, 18, o diretor da National Oil, Mustafa Sanalla, disse que a produção deverá atingir 700 mil barris por dia até amanhã. Embora isso represente um forte aumento em relação à produção atual de 240 mil barris por dia, o montante esperado ainda será metade da produção normal do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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