Petróleo cai 1,75% e atinge menor nível em um mês

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte queda nesta sexta-feira, atingindo o menor nível em um mês, pressionados por indicadores negativos sobre a economia da Europa e a queda nos gastos dos consumidores dos EUA.

AE, Agencia Estado

31 de maio de 2013 | 16h53

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para julho, perdeu US$ 1,64 (1,75%), fechando a US$ 91,97 o barril, o menor nível desde 1º de maio. Na semana o contrato caiu 2,31%, e em maio a retração foi de 1,59%. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para julho recuou US$ 1,80 (1,76%), a US$ 100,39.

Na zona do euro, a taxa de desemprego atingiu o recorde de 12,2% em abril e a inflação anual ao consumidor do bloco ficou em 1,4% em maio, bem abaixo da meta de quase 2% do Banco Central Europeu (BCE), segundo a Eurostat, a agência oficial de estatísticas da União Europeia. Na avaliação da Newedge, os dados indicam com clareza que a economia da zona do euro está "longe de uma trajetória de recuperação sustentável" e que "a porta para mais acomodação do BCE se mantém bem aberta."

Nos EUA, o destaque da agenda de indicadores foi o índice de atividade do setor industrial de Chicago, que saltou para 58,7 em maio, acima da previsão de 50,3. Trata-se do nível mais alto desde março de 2012. Também agradou o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pela Reuters/Universidade de Michigan, que ficou em 84,5 na leitura final de maio, acima da estimativa de 84,0, atingindo seu maior nível desde julho de 2007.

Por outro lado, os gastos com consumo nos EUA caíram 0,2% em abril, a primeira queda em um ano e maior do que a projeção de retração de 0,1% esperada por analistas. A renda das famílias ficou estável, ante expectativa de um aumento de 0,1%. Nesta sexta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve o teto de produção em 30 milhões de barris por dia, segundo fontes com conhecimento do assunto. Muitos ministros do grupo disseram que estão satisfeitos com os atuais preços do petróleo e que o mercado está bem balanceado. As informações são da Dow Jones.

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