Petróleo cai à mínima desde novembro de 2005

Os futuros de petróleo caíram para o menor nível desde novembro de 2005 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), com os contratos para novembro - que vencem no encerramento do pregão de hoje - caindo abaixo de US$ 57,00 o barril. Segundo analistas, os operadores estão ignorando o corte acima das expectativas na produção anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ontem à noite e preferindo olhar para os saudáveis níveis dos estoques comerciais norte-americanos de petróleo e produtos derivados. "As pessoas estão olhando para os fundamentos e dizendo que há oferta demais", mesmo com a Opep cortando a produção em 1,2 milhão de barris/dia, disse o operador e analista Tom Bentz, do BNP Paribas em Nova York. "Há também a dúvida sobre se (os membros da) Opep vão aderir aos cortes (em suas cotas de produção), mas eu tenho de acreditar que eles são sérios", acrescentou. Na mínima do dia até às 15h11 (de Brasília), os contratos de petróleo para novembro atingiram US$ 56,75 o barril na Nymex. Os contratos para dezembro, que assumem a posição de contrato de primeiro vencimento a partir de segunda-feira, registraram US$ 59,20 o barril, na mínima. "Mais do que qualquer coisa, esta queda (dos futuros de petróleo) é o mercado registrando seu ceticismo sobre os cortes da Opep", disse o operador Mike Fitzpatrick, da Fimat USA em Nova York. O Departamento de Energia dos EUA (DoE) disse que supõe que, na verdade, o corte da Opep será de 600 mil barris/dia e que os estoques comerciais do país estão saudáveis o suficiente para absorver a medida do cartel. Às 15h11 (de Brasília), na Nymex, os contratos de petróleo para novembro estavam a US$ 56,70 o barril, em queda de US$ 1,80, ou 3,08%. Os contratos para dezembro estavam na mínima a US$ 59,20 o barril, queda de US$ 1,30, ou 2,15%. No mesmo horário em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para dezembro estavam a US$ 59,81 o barril, em queda de US$ 1,03, ou 1,69%. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

20 de outubro de 2006 | 15h22

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