Petróleo cai a US$ 108,32 o barril após alerta da Opep

Os contratos futuros de petróleo recuam na manhã de hoje no mercado internacional, em meio às declarações de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que o mercado está superabastecido. A elevação do compulsório bancário pela China também trouxe temores de erosão da demanda por petróleo. A quarta elevação da parcela de recursos que os bancos devem manter no banco central chinês segue-se à divulgação, na sexta-feira, de que o índice de preços ao consumidor subiu mais que o esperado em março, em 5,4%. Esta foi a maior aceleração desde julho de 2008.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

20 de abril de 2011 | 14h36

Às 8h37 (horário de Brasília), o contrato futuro do petróleo tipo WTI negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caía 1,19%, para US$ 108,32 o barril. Já o contrato futuro do petróleo tipo Brent negociado na plataforma ICE de Londres recuava 1%, para US$ 122,22 o barril.

O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, afirmou que cortou a produção saudita em 800 mil barris ao dia em março, por conta do abastecimento excessivo do mercado, segundo publicou ontem a agência Kuwait News. Dessa forma, a produção saudita de petróleo caiu para 8.292 milhões de barris por dia em março, ante 9.125 milhões de barris por dia em fevereiro.

O maior produtor da Opep elevou sua produção em fevereiro para compensar a perda dos 1,3 milhão de barris de petróleo exportados pela Líbia, após a crise política no país. No entanto, a demanda pelo excedente foi baixa. No começo do dia, o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem El Badri, disse que o mercado está bem abastecido, acrescentando não haver necessidade de aumento da produção, porque ninguém está comprando o excedente.

"A melhor coisa a se fazer (para reduzir os preços do petróleo) é evitar a especulação e também os impostos", disse El Badri em entrevista durante encontro de autoridades de energia no Kuwait. Segundo o analista de petróleo do Credit Agricole, Christophe Barret, os comentários somam-se aos temores do mercado de que o preço elevado da commodity prejudique a demanda. As informações são da Dow Jones.

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