Petróleo cai a US$ 68,48 o barril em NY

Os contratos futuros de petróleo chegaram a cair mais de 3% hoje, afetados pelo declínio das ações em todo o mundo. O movimento está ligado às preocupações em relação à situação das economias da Europa e às tensões políticas entre as duas Coreias.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

25 de maio de 2010 | 13h26

Às 13h12 (de Brasília), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho era negociado em queda de 2,46%, a US$ 68,48 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). Durante a madrugada, esses contratos atingiram cotação mínima de US$ 67,15 o barril e máxima de US$ 69,91 o barril. No mercado eletrônico ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em julho era negociado em queda de 2,64%, a US$ 69,29 o barril.

"Os acontecimentos políticos e financeiros desta manhã estão reforçando nossa opinião de que, em breve, teremos preços mais baixos, na área de US$ 64-US$ 65 o barril. Agora, parece que isso tem 80% de chance de acontecer", disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates, em Galena (Illinois ). "A situação do complexo do petróleo permanece extremamente fraca", afirmou, acrescentando que futuras vendas de investidores especulativos devem ocorrer antes que o petróleo pare de cair.

O exército da Coreia do Norte acusou a Marinha da Coreia do Sul de, hoje, ter entrado em seu espaço marítimo e ameaçou ações militares em resposta. A Coreia do Sul interveio fortemente no mercado de câmbio para dar suporte ao won, que caiu para a cotação mínima de quase um ano.

Na Europa, os mercados de ações estão em baixa, ainda por conta das preocupações em relação ao destino da economia da Espanha, após o Fundo Monetário International (FMI) dizer que o país precisa de uma "reforma radical" de suas leis trabalhistas. O aviso surgiu depois que o país precisou resgatar um banco no fim de semana, aumentando os temores de contágio da crise na zona do euro (que reúne os 16 países que adotam o euro como moeda).

Lawrence Eagles e sua equipe de analistas do JPMorgan alertaram que se a unidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) for questionada no atual declínio dos preços, o mercado vai achar que a queda deve se acentuar. O ministro do Petróleo do Kuwait descartou a necessidade de uma ação da Opep, convocando outros membros a cortar a produção para atingir os níveis que haviam sido acertados.

Eagles afirmou que se o Kuwait, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, que aderiram aos níveis de produção estipulados pela Opep, não diminuírem a produção, isso vai aumentar a incerteza no mercado. "Para a Opep, é preciso que haja um reconhecimento de que o estresse financeiro pode tirar de suas mãos o equilíbrio dos mercados de petróleo". O especialista disse ainda que o mercado espera que a Opep intervenha para limitar a queda a US$ 60 o barril. Porém, na falta de um claro sinal de um piso para o preço, "o mercado está ficando mais nervoso". As informações são da Dow Jones.

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