Petróleo cai a US$ 84,32, menor preço desde 30/11/2010

Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em queda, pressionados por dados mais fracos que o previsto sobre as vendas no varejo dos EUA e por expectativas de que amanhã o Departamento de Energia norte-americano divulgará um aumento nos estoques da commodity.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

15 de fevereiro de 2011 | 19h16

O contrato futuro do petróleo de março negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) caiu US$ 0,49, ou 0,58%, para US$ 84,32 por barril - o menor preço de fechamento desde 30 de novembro de 2010. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para abril recuou US$ 1,44, ou 1,39%, para US$ 101,64 por barril.

A diferença de preços entre os dois contratos diminuiu para US$ 17,41 apenas um dia depois de ter atingido um recorde. Os dois contratos geralmente operam com uma diferença de preço de US$ 2.

Segundo analistas consultados pela Dow Jones, os dados do governo dos EUA mostrarão que os estoques de petróleo cresceram 1,7 milhão de barris na semana encerrada em 11 de fevereiro, acompanhados por um aumento de 1,2 milhão de barris nos estoques de gasolina e por um declínio de 800 mil barris nos de destilados - categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação. A taxa de uso da capacidade das refinarias deve recuar 0,2 ponto porcentual, para 84,3%.

As refinarias entraram em um período de manutenção para se preparar para o aumento sazonal na demanda por gasolina nos próximos meses. Isso, segundo analistas, deve provocar um aumento nos estoques norte-americanos de petróleo. "Estamos num período de preparação e a procura por petróleo historicamente tende a secar por algumas semanas", disse Stephen Schork, autor do boletim de energia Schork Report.

Também pesou sobre os preços do petróleo nesta terça-feira a divulgação de dados que mostraram um aumento de 0,3% nas vendas no varejo dos EUA em janeiro na comparação com o mês anterior. Analistas consultados pela Dow Jones esperavam um aumento de 0,6%. O indicador gerou receios de estagnação na economia do país, maior consumidor mundial de petróleo. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleobarrilestoquesNymexBrent

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.