Petróleo cai abaixo de US$ 60 com risco menor à oferta

O contrato de novembro do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex eletrônica) está abaixo dos US$ 60,00 o barril, na mínima dos últimos seis meses (US$ 59,52 o barril), diante das indicações de queda nos riscos à oferta. Às 8h30 (de Brasília), o contrato de novembro do petróleo negociado na sessão eletrônica da Nymex caía 1,39% para US$ 59,71 o barril; na plataforma ICE, de Londres, o contrato de mesmo vencimento recuava 1,59% para US$ 59,45 o barril. Em entrevista publicada ontem no jornal The Washington Post, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Irã está aberto para discutir "tudo", se os EUA pararem de ameaçar introduzir sanções contra o país. Paralelamente, a British Petroleum informou que recebeu permissão para retomar a produção na parte oriental de seu campo de petróleo na baía de Prudhoe, no Alasca. A empresa disse que iniciou os reparos durante o final de semana para permitir a retomada da produção em cerca de uma semana, portanto, antes do previsto. Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita, maior produtora mundial de petróleo, disse que provavelmente elevará sua produção para 9,5 milhões de barris ao dia este mês, para compensar a ausência de produção do campo de petróleo no Alasca de BP. O suprimento pode trazer mais pressão sobre os preços, disse um operador. "Vimos muitas vendas nesta manhã e não acredito que haja muitas pessoas querendo montar posição a esta altura, pelo menos sem qualquer nova notícia", disse um operador. Um analista de petróleo afirmou ser muito cedo concluir que os preços já atingiram as mínimas. "O nível de US$ 60,00 o barril é uma referência importante e as pessoas se sentirão compelidas a seguir a tendência", afirmou outro operador. Axel Rudolph, analista-chefe técnico da Dow Jones, disse que se o contrato do petróleo brent, negociado em Londres, cair para a mínima de US$ 59,26 o barril, estabelecida em março, o mercado poderá estabelecer o patamar de US$ 58,94 o barril, de 13 de fevereiro, como meta. O mercado pode até testar a mínima de 2006, a US$ 57,90 o barril, na opinião do especialista. As informações são da Dow Jones.

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