Petróleo cai abaixo de US$ 80, menor nível desde outubro

Os contratos futuros de petróleo fecharam nesta quinta-feira abaixo de US$ 80 por barril pela primeira vez desde outubro - e a commodity do tipo Brent encerrou o dia abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde dezembro de 2010 -, pressionados por uma série de fatores, incluindo novos sinais de fraca atividade industrial, que mantém os temores de baixa demanda pelo produto.

RENAN CARREIRA, Agencia Estado

21 de junho de 2012 | 17h17

O contrato do petróleo WTI para agosto caiu US$ 3,25 (3,99%) e fechou em US$ 78,20 por barril, no maior declínio, em termos porcentuais, desde meados de dezembro. Na plataforma ICE, o Brent para agosto recuou US$ 3,46 (3,73%) e fechou a US$ 89,23 o barril.

O recuo ocorre no momento em que os estoques de petróleo globais e nos EUA permanecem altos, em face da fraca demanda. A queda também é reflexo da decisão de ontem do Federal Reserve, de não adotar uma nova rodada de compras de títulos do Tesouro dos EUA. Os participantes do mercado esperavam que o banco central estimularia a economia, reforçando a demanda por petróleo.

Nesta quinta-feira, nos EUA, foi divulgado que o índice de atividade industrial do Federal Reserve da Filadélfia caiu para -16,6 em junho, de -5,8 em maio. Os economistas ouvidos pela Dow Jones previam uma leitura de 0,0. Além disso, as vendas de moradias usadas no país diminuíram em maio, sugerindo que os obstáculos econômicos e a falta de propriedades a preços baixos disponíveis podem estar impedindo a recuperação do mercado imobiliário. A queda foi de 1,5%, na comparação com abril, segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis.

Na Europa, a atividade do setor privado da zona do euro teve contração pelo quinto mês consecutivo em junho, de acordo com dados preliminares da Markit. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) composto da região ficou inalterado em 46,0, o menor nível desde junho de 2009. As duas maiores economias do bloco, Alemanha e França, também registraram contração na atividade.

Já na China, o PMI preliminar, medido pelo HSBC, caiu para 48,1 em junho, em comparação com a leitura final de 48,4 em maio. As informações são da Dow Jones.

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