Petróleo cai, ainda pressionado por oferta crescente

Os futuros de petróleo operam em baixa em Londres e Nova York, ainda pressionados pela crescente oferta da commodity e diante da falta de sinais de que a produção poderá ser reduzida.

SERGIO CALDAS, Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2014 | 10h37

Há meses, o petróleo vem acumulando perdas diante do aumento da oferta e de previsões de demanda fraca.

Na semana passada, os futuros atingiram mínimas em quatro anos, mas se recuperaram na sexta-feira, em meio a um rali nos mercados financeiros. Para o Morgan Stanley, a recuperação pode ter continuidade, levando-se em conta que o inverno no hemisfério norte está se aproximando.

"Os mercados físicos estão mais fortes, as operações das refinarias deverão aumentar bastante com a chegada do inverno e os riscos de oferta são elevados - fatores que podem mudar o sentimento", disseram analistas do banco norte-americano em nota a clientes. "Ainda assim, a oferta abundante, um período de fraca atividade nas refinarias e a resposta limitada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vão prevenir uma recuperação significativa", completaram.

David Hufton, da corretora PVM, prevê que os preços do petróleo poderão voltar para cerca de US$ 90,00 por barril no curto prazo. Mais à frente, porém, ele acredita que o excesso de oferta vai pesar nos futuros.

Às 9h12 (de Brasília), o Brent para dezembro recuava 0,59%, a US$ 85,66 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres. Na Nymex, o contrato mais líquido, também de dezembro, tinha queda de 0,12%, a US$ 81,96 por barril, enquanto o petróleo para novembro, que vence amanhã, recuava 0,06%, a US$ 82,70 por barril. Com informações da Dow Jones Newswires.

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