Petróleo cai após alta de juro na China

Às 11h45 (de Brasília), o contrato de petróleo para novembro negociado na Nymex caía 2,46%, para US$ 81,04 por barril

Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de outubro de 2010 | 11h59

Os contratos futuros de petróleo operam em queda acentuada, depois de a China inesperadamente elevar as taxas de juros, o que gerou preocupações com uma desaceleração no crescimento da demanda do país por matérias-primas.

Às 11h45 (de Brasília), o contrato de petróleo para novembro negociado na Nymex caía 2,46%, para US$ 81,04 por barril. O contrato expira nesta quarta-feira, e o mais negociado, para entrega em dezembro, tinha queda de 2,70%, para US$ 81,53 por barril. Na plataforma ICE, o petróleo Brent para dezembro recuava 2,41%, para US$ 82,34 por barril.

O Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país) elevou as taxas de depósito e de empréstimo em 0,25 ponto porcentual pela primeira vez desde dezembro de 2007. O movimento provavelmente vai reduzir o rápido crescimento da economia chinesa.

A decisão deu suporte para o dólar, o que também influenciou negativamente os preços do petróleo, por tornar as commodities negociadas na moeda norte-americana mais caras. "Qualquer medida que a China tomar para desacelerar sua economia vai desacelerar a recuperação global também", comentou Matt Zeman, estrategista-chefe da LaSalle Futures.

Na semana passada, os mercados de petróleo comemoraram o relatório que mostrou que as importações da commodity para a China atingiram o recorde de alta de 5,67 milhões de barris por dia em setembro. Com a demanda nos EUA diminuindo, operadores e analistas esperam que a demanda internacional ajude a manter os preços estáveis.

Também estão sendo observadas pelo mercado de petróleo as greves na França, que prejudicaram a produção em todas as 11 refinarias em operação no país e uma na Suíça. As refinarias francesas são responsáveis por quase 12% da capacidade de refino da Europa. A greve no terminal francês Fos-Lavera, o terceiro maior porto do mundo para importação de petróleo, está impedindo dezenas de navios de desembarcarem suas mercadorias. As informações são da Dow Jones.

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