Petróleo cai com dúvidas sobre cortes da Opep

Os contratos futuros de petróleo caíram na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na Intercontinental Exchange (ICE, de Londres). O mercado reagiu ao informe da Oil Movements, empresa especializada em acompanhar a movimentação de petroleiros, de que as exportações dos integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) por via marítima deverão ter um crescimento de 270 mil barris por dia, para 24,56 milhões de barris por dia, nas quatro semanas até 10 de fevereiro, em comparação com as quatro semanas anteriores. Segundo o presidente da Oil Movements, Roy Mason, os países membros da Opep continuam a não cumprir as metas de corte de produção que eles mesmos estabeleceram e não há sinais de que eles estejam para implementar os novos cortes programados para o começo de fevereiro. Além do informe da Oil Movements, o mercado também reagiu ao anúncio da Ocidental Petroleum de que suas operações na Líbia (que pertence à Opep) não sofrerão nenhum impacto com os cortes de produção anunciados pelo país. Outro informe a alimentar dúvidas quanto à redução da produção da Opep foi a notícia de que a Adnoc (Abu Dhabi National Oil Co.) comunicou a um de seus clientes no Japão que vai fornecer todo o volume de petróleo contratado em março; o Kuwait também teria informado a seus compradores que manterá em fevereiro toda a oferta prevista nos contratos. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para março fecharam a US$ 54,23 por barril, em queda de US$ 1,14 (2,06%); a mínima foi em US$ 54,10 e a máxima em US$ 55,90. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para março fecharam a US$ 54,12, em queda de US$ 1,31 (2,36%), com mínima em US$ 54,05 e máxima em US$ 55,88. As informações são da Dow Jones.

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