Petróleo cai com expectativa de aumento dos estoques

O petróleo com entrega para abril - que venceram no encerramento da sessão viva-voz de hoje - passaram a maior parte do dia em baixa, mas antes do fechamento se recuperaram e fecharam em leve alta, enquanto os contratos para maio permaneceram em território negativo na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Segundo operadores e analistas, pesaram sobre os preços as expectativas de aumento dos estoques comerciais norte-americanos como resultado da atividade de manutenção nas refinarias e interrupções na demanda de curto prazo. Os contratos de petróleo para abril fecharam com uma diferença de US$ 1,75 por barril abaixo dos contratos com vencimento em maio, o que os analistas dizem que é um indicador de que a demanda por petróleo está em baixa agora, mas há a percepção de que haverá uma aceleração nos próximos meses. "As refinarias não estão agendando entregas para esta época do ano e, ao contrário, estão tentando colocá-las em fila", depois das unidades, paradas para a manutenção anual sazonal, retomarem a atividade, disse o analista David Kirsch, do PFC Energy, em Washington. Os operadores estão agora focados sobre os dados semanais dos estoques comerciais dos EUA, que são divulgados às quartas-feiras. Espera-se uma queda de 1,6 milhão de barris nos estoques de gasolina, que marcaria a sexta semana consecutiva de declínio, e reforçaria o vigor dos preços dos contratos de gasolina RBOB, que vêm registrando o melhor desempenho do complexo de energia há dois meses. Pela manhã na Nymex, os contratos de gasolina RBOB para abril atingiram a máxima em sete meses de US$ 1,9850 por galão, antes de virarem de direção e fecharem a US$ 1,9421 por galão, em baixa de 0,82%. Para os estoques de petróleo bruto, a estimativa dos analistas é de um aumento de 1,4 milhão de barris na semana e, para os destilados - que inclui diesel e óleo para aquecimento -, espera-se uma queda de 1,1 milhão de barris. No pregão viva-voz da Nymex, os contratos de petróleo para abril subiram US$ 0,14, ou 0,25%, e fecharam a US$ 56,73 por barril; a mínima foi de US$ 56,10 e a máxima de US$ 57,58. Os contratos de petróleo para maio caíram US$ 0,45, ou 0,75%, e fecharam a US$ 59,25 por barril. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para maio fecharam a US$ 60,20 por barril, em queda de US$ 0,32. A mínima foi de US$ 60,00 e a máxima de US$ 61,06. As informações são da Dow Jones.

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