Petróleo cai com menor preocupação sobre oferta

Os contratos futuros de petróleo deram continuidade ao movimento de baixa nesta sexta-feira, em Londres e Nova York, com os preços recuando para níveis que não eram vistos há cinco meses, pressionados pela redução das preocupações que alimentaram a alta da commodity neste verão, segundo operadores e analistas. Com o fim da temporada de elevada demanda por gasolina, a continuidade do acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah e a British Petroleum PLC planejando restaurar antes do previsto a produção total do campo Prudhoe Bay, no Alasca, os especuladores fecharam suas apostas de alta dos preços. "Parece que qualquer história bullish (de alta) que houvesse lá fora se tornou menos importante", disse Peter Donovan, vice-presidente da Vantage Trading em Nova York. "O impulso de baixa é muito forte para ser superado e parece que a única coisa que pode reverter essa tendência agora é uma interrupção de fato na oferta", acrescentou. As expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que se reúne na próxima semana em Viena, vai manter suas cotas de produção inalteradas aumentou a urgência dos operadores para deixar o mercado. Com exceção da Arábia Saudita, a maioria dos membros da Opep já está produzindo na capacidade máxima para tirar vantagem dos preços historicamente elevados da commodity. Operadores disseram que as recentes quedas nos preços não deverão forçar o cartel a considerar o que seria o primeiro corte na produção em mais de dois anos. Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 66,25 o barril, queda de US$ 1,07 (1,59%). A mínima foi de US$ 66,00 e a máxima de US$ 67,40. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 65,33 o barril, queda de US$ 1,20. A mínima foi de US$ 65,16 e a máxima de US$ 66,90. As informações são da Dow Jones.

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