Petróleo cai com pessimismo com EUA e alívio com Iraque

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 26, pressionados pela oferta ampla da commodity nos Estados Unidos, por indicadores fracos da economia norte-americana e por sinais de que as exportações iraquianas prosseguem apesar da violência no país.

LETICIA PAKULSKI, COM DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

26 de junho de 2014 | 17h01

O contrato do petróleo para agosto perdeu US$ 0,66 (0,62%), fechando a US$ 105,84 por barril. O contrato do Brent para o mesmo mês, por sua vez, teve queda de US$ 0,79 (0,69%), terminando a US$ 113,21 por barril na ICE.

"Embora o controle político e militar do Iraque permaneça uma questão não resolvida, as tensões no mercado de petróleo estão aliviando com indícios de que a produção e as exportações dos campos do sul não foram interrompidas e que podem estar maiores do que se previa", disse Tim Evans, analista de energia do Citi Futures, em nota.

No Iraque, o vice-presidente Khudeir al-Khuzaie convocou uma reunião do Parlamento para terça-feira, o primeiro passo para a formação de um novo governo que represente uma frente unida contra o rápido avanço da insurgência sunita. Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry reuniu-se com representantes dos principais aliados sunitas do país no Oriente Médio para estudar formas de enfrentar o crescente tumulto na região.

Nos Estados Unidos, os indicadores do dia provocaram pessimismo sobre a demanda por energia. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego diminuiu 2 mil na semana encerrada em 21 de junho, para 312 mil. Analistas previam 310 mil solicitações. Os gastos com consumo pessoal nos EUA subiram 0,2% na comparação com abril, ficando abaixo da previsão do mercado, de ganho de 0,4%. A renda cresceu 0,4% na mesma base de comparação.

Ontem, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano havia informado que os estoques de petróleo bruto no país aumentaram 1,742 milhão de barris na semana passada, contrariando a expectativa de queda de 1,2 milhão de barris, o que sinaliza uma oferta confortável.

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