Petróleo cai diante de menor temor com desabastecimento

Os contratos futuros de petróleo encerram o pregão desta segunda-feira em baixa após as sanções das potências ocidentais à Rússia serem consideradas brandas pelos investidores, que afastaram, por hora, o temor de diminuição da oferta futura mundial de energia.

MATEUS FAGUNDES, Agencia Estado

17 de março de 2014 | 17h29

Na IntercontinentalExchange (ICE), o petróleo tipo Brent para maio fechou em queda de US$ 1,97 (1,82%), a 106,24 por barril, o menor valor desde 4 de fevereiro. Em Nova York, o petróleo para abril fechou em alta de US$ 0,81 (0,82%), a US$ 98,08 por barril.

A União Europeia e os Estados Unidos anunciaram hoje que estão proibidas as viagens de russos para seus territórios e que congelaram os ativos de 21 pessoas ligadas à pressão pela secessão da Crimeia da Ucrânia e possível anexação da região à Rússia. "As sanções foram menos pesadas do que pensávamos", afirmou o analista da Oil Outlooks & Opinions. "Isso coloca o mercado de petróleo um pouco mais à vontade."

"A diplomacia provavelmente ditar as negociações de petróleo nos próximos dias, à medida que a ameaça de interrupções de petróleo e gás diminuem", escreveu em nota o analista de commodities do Schneider Electric, Matt Smith.

No entanto, as potências ocidentais disseram que medidas mais duras poderiam vir rapidamente se o governo da Rússia continuar a não colaborar com as negociações para o fim da crise política no Leste Europeu. Sanções adicionais podem afetar o abastecimento de energia, escreveram analistas do banco Barclays nesta segunda-feira.

"Enquanto não houver corte de abastecimento energético russo por meio de gasodutos que passam na Ucrânia, tal curso de ação não pode ser descartado se a crise se agrava", escreveram os analistas. "Outra preocupação clara é de que a crise pode diminuir o muito necessário investimento ocidental de longo prazo no setor de energia da Rússia."

A Rússia fornece cerca de um terço das importações de petróleo e de gás natural da União Europeia, e cerca de 70% das receitas de exportação do país vem do setor de energia.

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