Petróleo cai em ajuste a ontem, mas tendência é de alta

Os contratos futuros do petróleo devolvem pequena parte dos ganhos obtidos ontem, na esteira do anúncio da British Petroleum de fechamento do campo de produção na baía Prudhoe, no Alasca, por tempo indeterminado, depois de descobrir corrosão em um oleoduto. Às 8h30 (de Brasília), o petróleo para setembro negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) caía 0,45% para US$ 76,03 o barril; o petróleo de mesmo vencimento negociado na plataforma ICE, em Londres, recuava 0,47%, para US$ 77,93 o barril. Operadores dizem que o mercado mantém o viés de alta dos preços, tendo em vista as incertezas sobre a duração do problema no Alasca. Alguns analistas afirmam que a solução poderia levar meses. O banco de investimento Goldman Sachs disse que o reparo poderia durar um ano, deixando o mercado ainda mais vulnerável a outras perdas inesperadas de produção, causadas por fatores climáticos e geopolíticos. O petróleo encontra sustentação para subir também no caótico cenário geopolítico. "O Irã pode usar o petróleo como arma em breve, a capital do Iraque está ruindo, o problema no Oriente Médio está aumentando, o que pode trazer sérias implicações ao abastecimento de petróleo. Cerca de 700 mil barris ao dia estão fora de produção na Nigéria e agora esta notícia do fechamento do campo de produção da British Petroleum na baía de Prudhoe. Temos todas as condições para uma super disparada", disse um operador. Mas nem todos partilham da idéia de que os preços ficarão nas alturas. "Não haverá desabastecimento por causa deste problema e o preço subiu somente porque o mercado está nervoso com tantas informações a sua frente", disse outro operador. Do ponto de vista técnico, o contrato de setembro do petróleo brent negociado na plataforma ICE, em Londres, deverá atingir nova máxima histórica acima do recorde de US$ 78,66 o barril nos próximos dias, disse Axel Rudolph, analista técnico da Dow Jones para a Europa. "O futuro atingiu o pico de US$ 78,64 o barril ontem, mas ainda não conseguiu superar o recorde. Mas uma vez superado o nível, a região psicológica de US$ 80,00 o barril será o próximo alvo", disse. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2006 | 08h37

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.