Petróleo cai forte após comentários de ministro Saudita

O contrato de petróleo para março opera em queda forte na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) nesta tarde, derrubado pela indicação do ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá não precisar reduzir a produção quando os ministros do cartel se reunirem no dia 15 de março para revisar as condições do mercado e o impacto de dois recentes cortes sobre os preços. Em entrevista ao Wall Street Journal, Naimi disse que o mercado mundial da commodity está "com uma saúde e um equilíbrio muito, muito melhores" e que, se a tendência atual se mantiver, "pode não haver nenhuma razão para alterar" os níveis de produção. "O tom tranqüilo dos comentários de Naimi sinaliza que os sauditas estão confortáveis com a situação dos preços e da oferta e não querem cortes adicionais", disse o analista Tom Bentz, da corretora BNP Paribas Futures em Nova York. Ele acrescentou que a commodity recua em parte por causa dos comentários de Naimi e em parte também pelo fato de o contrato não ter conseguido se manter acima dos US$ 60 o barril, o que levou alguns traders a concluir que os preços possam ter atingido um limite no curto prazo. Às 14h13 (de Brasília), o contrato de petróleo para março recuava 2,84%, para US$ 58,19 o barril. Na ICE, em Londres, o produto tinha baixa de 3,58%, a US$ 56,93. As informações são da Dow Jones.

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