Petróleo cai forte com comentários de ministro saudita

Com a abertura do pregão viva-voz, os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) confirmaram a tendência de forte queda que já era apresentada nas negociações eletrônicas. Os preços da commodity caíram abaixo de US$ 52 depois de o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, ter descartado a necessidade de outros cortes de produção. Segundo ele, o mercado de petróleo está ?muito saudável? e não há motivo para realizar uma reunião extraordinária da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar a produção. ?Não há necessidade de outros cortes agora, dadas as condições do mercado?, disse Naimi a repórteres em Nova Delhi. Os comentários acabaram com a especulação de que a Opep iria realizar uma reunião de emergência para discutir um novo corte na produção para evitar que os preços do combustível caiam ainda mais. Na Nymex, o contrato do WTI para fevereiro estava em queda às 14 horas (de Brasília) de US$ 1,19, ou -2,25%, para US$ 51,61. Na ICE londrina, o contrato do brent para fevereiro estava em queda de US$ 0,72, ou -1,36%, para US$ 52,40 o barril. ?O fato de que os sauditas afirmaram que não haverá outros cortes ou uma reunião extraordinária está pressionando os preços?, disse o analista do BNP Paribas Tom Bentz. ?O mercado está retomando a recente tendência de queda?, acrescentou. Os contratos futuros de petróleo já caíram quase 15% desde o início do ano, devido às preocupações de que a Opep não estaria cortando a produção rápido o suficiente em reação à baixa demanda em meio às altas temperaturas no hemisfério norte. A Opep concordou em outubro em cortar a produção de 1,2 milhão de barris por dia para cerca de 26,3 milhões de barris por dia, e em dezembro anunciou um segundo corte na produção de 500 mil barris por dia, que seria implementado em 1º de fevereiro. As informações são da Dow Jones.

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