Petróleo cai forte, com previsões de menor demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda forte na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na Bolsa Internacional de Commodities (ICE, de Londres). A queda foi atribuída a apostas de que os alertas antiterrorismo no Reino Unido e nos EUA vão afetar o turismo e reduzir a demanda por combustível para aviões. Outro fator foi o informe de que a Shell retomou a produção de 180 mil barris por dia de petróleo na Nigéria; ela estava suspensa desde o fim de junho, por causa de vazamentos em um oleoduto. "O noticiário sobre planos terroristas fez os preços caírem, mas também há sinais de que esse mercado perdeu seu impulso e não tem capacidade para subir. Precisa acontecer algo realmente dramático, como um furacão ou a suspensão das exportações do Irã, para o petróleo voltar a subir", comentou Peter Beutel, da Cameron Hanover. Os preços do petróleo bruto também foram afetados pela queda forte dos futuros da gasolina; eles caíram como resultado de vendas especulativas, antecipação da redução sazonal da demanda com o fim do período de férias de verão nos EUA e o rebaixamento das expectativas de uma temporada ativa de furacões no Atlântico. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro fecharam a US$ 74,00 por barril, em queda de US$ 2,35; a mínima foi em US$ 73,90 e a máxima em US$ 76,52. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 75,28 por barril, em queda de US$ 2,00, com mínima em US$ 75,10 e máxima em US$ 77,55. As informações são da Dow Jones.

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