Petróleo cai, mas atenções estão em fatores geopolíticos

Com fatores de oferta e demanda fundamentais em movimento agora para os bastidores, analistas de mercado buscam indicações no mundo sobre de onde a próxima pressão de preços pode vir

Agência Estado,

25 de julho de 2013 | 08h56

Os contratos futuros do petróleo operam em queda nesta quinta-feira em Londres um dia depois de dados que mostraram que a produção de petróleo nos EUA está extremamente alta e o crescimento econômico na China, desacelerando. Com os fatores de oferta e demanda fundamentais se movimentando agora para os bastidores, analistas de mercado estão buscando indicações ao redor do mundo sobre de onde a próxima pressão de preços pode vir.

O relatório do Departamento de Energia dos EUA mostrou nesta quarta-feira, 24, que os estoques de petróleo recuaram 2,3 milhões de barris na semana passada. Nas últimas quatro semanas, o estoques acumulam queda de 24 milhões de barris, escreveram analistas da Petromatrix em uma nota a clientes. No entanto, a produção atingiu novas máximas, e está agora em 7,55 milhões de barris por dia, um aumento de 330 mil barris por dia desde o início de junho e 1,2 milhão de barris por dia acima do volume observado no mesmo período do ano passado.

Às 7h35 (de Brasília), o contrato do petróleo Brent para setembro recuava 0,45%, para US$ 106,70 o barril, na plataforma ICE, em Londres. O contrato do petróleo para setembro negociado na Nymex caía 0,83%, para US$ 104,50 o barril. Vários analistas olharam para as tendências geopolíticas como prováveis condutores dos movimentos dos preços do petróleo no futuro próximo.

A VTB Capital destacou que o Sudão do Sul, produtor de petróleo, "está de volta nos radares dos participantes do mercado" após o anúncio de que interromperá novamente a produção devido a desacordos com o vizinho Sudão. O presidente do Sudão do Sul demitiu todo o seu gabinete, incluindo Amum Pagan, secretário geral do partido e um negociador importante nas negociações de petróleo.

A Petromatrix lembrou que o novo presidente do Irã será empossado na próxima semanas e que o evento poderá ajudar a cimentar as relações do país com a Rússia. "De acordo com alguns jornais russos, o presidente (Vladimir) Putin está planejando uma viagem ao Teerã em meados de agosto. Se for confirmada, a viagem será um movimento significativo", escreveram analistas em nota.

"A Rússia e o Irã uniram forças de alguma forma na Síria com algum sucesso e uma viagem tão cedo do presidente Putin implicaria que a Rússia está ansiosa para conduzir a nova postura do Irã sobre a questão nuclear." O Irã está sujeito a sanções sobre suas exportações de petróleo por causa da preocupação com o programa nuclear do país. Fonte: Dow Jones Newswires.

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