Petróleo cede 1,94% por diminuição de receios com Síria

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta terça-feira, 10, pressionados pela diminuição dos receios de uma intervenção militar na Síria, que poderiam provocar uma interrupção na oferta da commodity no Oriente Médio. Nem mesmo dados positivos da China, a segunda maior consumidora de petróleo do mundo, foram suficientes para animar os investidores.

Agencia Estado

10 de setembro de 2013 | 16h48

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para outubro, perdeu US$ 2,13 (1,94%), fechando a US$ 107,39 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para outubro recuou US$ 2,47 (2,17%), terminando a sessão a US$ 111,25.

Durante a madrugada saíram dados positivos na China. Em agosto, a indústria chinesa produziu 10,4% mais que em igual mês do ano passado e o varejo vendeu 13,4% mais na mesma comparação. Analistas previam altas de 9,9% na produção e de 13,2% nas vendas. Já os investimentos em ativos fixos não rurais no país avançaram 20,3% no período de janeiro a agosto, ante igual intervalo de 2012.

Mesmo assim, o petróleo foi pressionado pela diminuição dos receios com a Síria, que vinham acrescentando um prêmio aos preços da commodity nas últimas semanas. Uma proposta defendida na véspera pela Rússia, de que o regime de Bashar al-Assad entregue suas armas químicas para serem destruídas pela comunidade internacional, parece ganhar força.

Apesar de a proposta ser vista com ceticismo pelos Estados Unidos e alguns de seus aliados, o Congresso norte-americano adiou uma votação preliminar sobre a Síria que estava marcada para amanhã e a percepção é que um ataque se tornou menos iminente. O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que tinha uma reunião emergencial marcada para esta terça, também cancelou o encontro.

Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou um relatório afirmando que a Arábia Saudita e o Iraque contrabalançaram parte da perda de produção da Líbia em agosto. Segundo a Opep, "no momento o mercado permanece bem abastecido", apesar dos problemas no norte da África. A produção dos países da Opep caiu 1,5%, ou 486 mil barris por dia, em agosto. Fonte: Dow Jones Newswires.

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