Petróleo cede e volta a se aproximar de US$ 70 o barril

Os contratos futuros do petróleo operam em queda acentuada nesta manhã, com liquidação de posições compradas diante de indicadores técnicos. Participantes atribuíram a retração dos preços também à proximidade do vencimento do contrato de gasolina na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o que provoca venda de posições, pressionando os demais ativos do complexo de energia. "Sem notícias, nos baseamos nos gráficos e, atualmente, eles nos dizem para ficarmos vendidos ou nos desfazermos de posições compradas", afirmou um operador em Londres. Às 9h18 (de Brasília), o contrato de setembro do petróleo caía 1,60% para US$ 70,74 o barril na sessão eletrônica da Nymex. O contrato de outubro do petróleo negociado na plataforma eletrônica ICE perdia 1,41% para US$ 71,80 o barril. O contrato do petróleo negociado na Nymex caiu abaixo de US$ 71,00 nesta manhã e atingiu o menor preço em quase dois meses. Os preços do petróleo caíram mais de 7% nas seis das últimas oito sessões. A maior parte da queda deveu-se ao anúncio de cessar-fogo no Líbano e da decisão da BP de interromper apenas metade de sua produção no campo de petróleo da Prudhoe Bay, no Alasca. Apesar da consecutiva retração nos últimos quatro pregões, os preços do petróleo ainda mantém ganho de 14% este ano, sustentados pelas indicações de demanda, pelas tensões geopolíticas e por problemas do abastecimento em alguns dos principais países produtores. Com o cessar-fogo no Oriente Médio em andamento, o foco das preocupações geopolíticas migra para o Irã. O segundo maior produtor de petróleo na Opep tem até a próxima terça-feira, dia 22, para responder à demanda da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de suspensão de seu programa de enriquecimento de urânio. Até o momento, os sinais emitidos pelos líderes iranianos não são conclusivos. O ministro das Relações Exteriores, Manouchehr Mottaki, disse que Teerã está pronto para discutir com o Ocidente a questão da suspensão do enriquecimento, mas explicará que seu país acredita que tal interrupção não é lógica. O Irã alega que deseja produzir combustível para as usinas de energia. O Ocidente acusa o Irã de utilizar o programa civil nuclear para tentar fabricar bombas atômicas. As informações são da Dow Jones e do website CNNMoney.

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