Petróleo crava maior cotação em 2 meses após estoques

Os contratos futuros de petróleo atingiram nova máxima em dois meses em NY, depois de os relatórios semanais terem apontado um acentuado declínio dos estoques de gasolina, segundo operadores e analistas. O Departamento de Energia (DOE) informou que os estoques comerciais norte-americanos de gasolina encolheram em 5,4 milhões de barris na semana passada, para 216,2 milhões de barris, apesar da queda na demanda para seu nível mais baixo em um mês. Um acentuado declínio nos estoques de gasolina nesta época do ano não é algo incomum, pois as refinarias tendem a reduzir os estoques de gasolina de inverno em meio à temporada sazonal de manutenção, quando se preparam para a produção de gasolina mais "limpa" - de menor emissão de gases - para a temporada de viagens dos meses de verão no Hemisfério Norte. Contudo, esse declínio dos estoques de gasolina pegou os operadores despreparados e desencadeou um forte movimento de alta nos contratos futuros do combustível. Os ganhos da gasolina contaminaram os demais contratos do complexo de energia. "A grande queda nos estoques de gasolina veio ao encontro de nosso maior medo", disse Phil Flynn, analista da Alaron Trading Corp. "Todos estão preocupados com relação à gasolina e à oferta apertada", acrescentou. Em NY, os contratos de petróleo com entrega em maio fecharam em US$ 66,45 o barril, alta de US$ 0,38 (0,58%). Em Londres, o tipo Brent para maio fechou em US$ 65,55 o barril, alta de US$ 0,58. As informações são da Dow Jones.

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