Petróleo diverge com estoque nos EUA e tensão no Iraque

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira, 18, em direções distintas, influenciados, por um lado, pela queda menor do que a prevista nos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos e, por outro, pelo aumento das tensões no Iraque.

MATEUS FAGUNDES, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agência Estado

18 de junho de 2014 | 16h40

Na New York Mercantile Exchange, o petróleo para julho fechou em queda de US$ 0,39 (0,37%), a US$ 105,97 por barril. Na contramão, na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres, o petróleo para agosto fechou com ganho de US$ 0,81 (0,71%), a US$ 114,26 por barril.

Na manhã de hoje, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) relatou que os estoques de petróleo bruto caíram 579 mil barris, menor do que a previsão dos analistas, que era de recuo de 1,1 milhão de barris. Na visão do mercado, o dado pode mostrar que a demanda por energia norte-americana está em queda, o que pressiona os preços em NY.

Por outro lado, em Londres, o petróleo continua impulsionado pelas tensões geopolíticas. Na madrugada desta quarta-feira, insurgentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) atacaram a maior refinaria de petróleo do Iraque, localizada em Beiji. Por consequência, as tropas do governo iniciaram uma ofensiva para defender o local.

"O ataque demonstra que a situação no Iraque não está boa", disse o analista de mercados da Futures Group Phil Flynn. "As companhias de petróleo estão retirando os seus funcionários do país, mesmo no sul onde não houve ataques ainda. Há a possibilidade de um choque nos preços se as instalações petrolíferas no sul do país, onde está a maior parte da produção, pararem de exportar."

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