Petróleo é negociado acima de US$ 90 o barril em NY

Alta reflete os números divulgados ontem pelo Instituto Americano de Petróleo favorecendo o movimento e após o Departamento de Energia dos EUA informar que os estoques da commodity no país diminuíram na semana passada

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 13h03

O contrato para fevereiro do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) sobe acima de US$ 90,00 o barril, com os números divulgados ontem pelo Instituto Americano de Petróleo favorecendo o movimento. Também hoje o Departamento de Energia dos EUA (DoE) informou que os estoques norte-americanos de petróleo tiveram uma redução de 5,333 milhões de barris na semana até 17 de dezembro, para 340,685 milhões de barris; analistas consultados pela Dow Jones previam uma redução menor, de 2,3 milhões de barris.

Os estoques de gasolina tiveram um crescimento de 2,4 milhões de barris, para 217,173 milhões de barris; os analistas previam um crescimento de 900 mil barris.

Os estoques de destilados tiveram uma redução de 589 mil barris, para 160,716 milhões de barris; os analistas previam uma redução de 600 mil barris.

A taxa de utilização da capacidade das refinarias recuou 0,3 ponto porcentual em relação à semana anterior, para 87,5%; os analistas previam um recuo de 0,2 ponto porcentual. As informações são da Dow Jones

Às 13h38 (de Brasília), o contrato para fevereiro do petróleo tipo WTI subia 0,75% para US$ 90,49 o barril, levemente abaixo da máxima em dois anos de US$ 90,76 o barril atingida em 7 de dezembro. Por vários meses, o enfraquecimento do dólar, a alta das bolsas e o nível recorde de demanda da China têm oferecido suporte aos preços, trazendo o contrato do patamar de US$ 70,00 em setembro para o de US$ 90,00 em dezembro.

Ontem, o American Petroleum Institute (API, do setor privado) informou que os estoques norte-americanos de petróleo bruto tiveram uma redução de 5,796 milhões de barris na semana até 17 de dezembro. Os estoques de gasolina caíram 2,905 milhões de barris e os estoques de destilados tiveram um crescimento de 16 mil barris. A queda dos estoques de petróleo foi maior do que os analistas esperavam.

"É apenas mais um motivo para os preços subirem", disse um analista. As informações são da Dow Jones.

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